[papel timbrado do Congresso dos Estados Unidos da América
Frank R. Wolf, Deputado pelo Estado da Virgínia]
n



Pronunciamento do Deputado Frank R. Wolf


Tibet - Uma Análise em Primeira Mão

9 - 13 de agosto de 1997

O presente relato narra, em breves palavras, as constatações do Deputado Frank R. Wolf, como resultado de sua visita ao Tibet, em agosto de 199-7. O Deputado Wolf foi o único membro em exercício da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos a visitar o Tibet desde que a ocupação chinesa teve início em 1959. Suas conversas pessoais com cidadãos tibetanos oferecem um retrato sombrio da vida existente sob o brutal regime da República Popular da China (RPC), esboçando um quadro vastamente diferente daquele veiculado pelo governo chinês de Pequim.

************

Introdução

Regressei recentemente de uma viagem ao Tibet, onde estive de 9 a 13 de agosto de 1997. Acompanhado de um assessor e de um ocidental fluente em tibetano e íntimo da cultura, história e religião do país, viajei com passaporte norte-americano e com um visto de turista emitido pelo governo da China. Em nenhum momento me perguntaram nem eu revelei ser membro do Congresso dos Estados Unidos. Não fosse assim, estou seguro de que minha visita não teria sido concedida, a exemplo de outros congressistas que requereram permissão para visitar o Tibet e tiveram sua pretensão negada.
Nenhum membro em exercício da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos visitou o Tibet desde que a China iniciou, em 1959, seus esforços implacáveis (e em larga escala bem sucedidos) de sufocar a vida, e por que não dizer a própria alma, deste país — de sua cultura, de seu povo. Somente três senadores norte-americanos visitaram o Tibet nas Ultimas décadas, tendo eles sido guiados muito de perto pelos chineses. Fora os embaixadores norte-americanos em Pequim e o Secretário Adjunto de Estado John Shattuck, não do estou ciente de visitas feitas por funcionários graduados do Executivo, durante esses anos todos.

Por certo, uma delegação que viesse a ter sua visita ao Tibet aprovada não seria tão reveladora, já que conversas desimpedidas entre pessoas não poderiam acontecer. Não consigo imaginar um outro lugar no mundo onde tanta repressão é imposta ao diálogo aberto. Agentes e espiões do governo, bem como câmeras de vídeo, mantém vigilância para impedir contato com pessoas de fora. Os infratores , mesmo nos casos de mera suspeita, são punidos de maneira rápida e brutal.


Proteção aos Direitos Humanos

Meu interesse pelo Tibet e a força que moveu minha visita brotam de meu empenho em contribuir para fazer cessar toda perseguição religiosa bem como para promover a proteção dos direitos humanos fundamentais. Em 1996, a Câmara aprovou três medidas versando sobre essas matérias, uma expressamente relacionada com o Tibet. No corrente ano, apresentei a moção 1685 - Lei de Cessação de Perseguição Religiosa de 1997 - a qual contém disposições específicas referentes ao budismo tibetano. Ela conta com o apoio de mais de 100 co-proponentes. Essas são questões que despertam em mim, assim como em tantos outros, profunda preocupação.

O progresso no Tibet, em termos humanos, não está caminhando sequer milimetricamente; lá, um povo reprimido vive sob condições de uma brutalidade indescritível, na penumbra da consciência internacional. Quero que o mundo saiba o que acontece no Tibet. Quando esse conhecimento chegar às pessoas, elas exigirão que a China mude sua política de subjugação imposta com mão de ferro, e ponha fim àquilo que um monge que encontrei denominou "genocídio cultural."

Pude constatar que a República Popular da China (RPC) apresenta um histórico quase perfeito de retaliação cruel, imediata e inexorável contra o mais leve rumor de dissidência tibetana. Encontrei-me com monges, homens e mulheres nas ruas e demais pessoas que arriscaram sua segurança e bem estar pessoais para ficar uns poucos momentos a sós comigo, narrando quão ruins são as condições no Tibet, e apelando por ajuda e apoio do Ocidente.


O Tibet no Mapa:

O Tibet é conhecido como o teto do mundo — um nome ao qual faz jus. O planalto tibetano apresenta altitude superior a 3.500 metros. À noite, quando o céu está limpo, mais estrelas brilham sobre quem o observa do que se pode imaginar.

Sob esse manto fica a antiga residência do Dalai Lama, o líder religioso que governava o país a partir do majestoso Palácio Potala, situado na cidade de Lhasa, a capital. Em 1959, quando a China deu início a seu implacável programa de varrer o Tibet das páginas da história, o Dalai Lama abandonou sua terra natal para refugiar-se na Índia; lá, ele e inúmeros outros tibetanos que o seguiram permanecem exilados até os dias de hoje.

Em termos geográficos, o Tibet tem a dimensão da Europa Ocidental, com uma população de aproximadamente 6 milhões de habitantes. Estima-se que, nas duas Ultimas décadas, quase um milhão de tibetanos foram mortos, torturados ou reduzidos a estado de penúria. Ao mesmo tempo, a RPC empreendeu um programa maciço de injeção de população chinesa, que agora provavelmente supera os tibetanos em seu próprio país. Não há dados censitários confiáveis, mas se estima que em Lhasa, a capital, vivem cerca de 160.000 chineses e apenas cerca de 100.000 tibetanos. A diferença numérica talvez seja menos assustadora nas regi6es mais remotas, mas a conclusão inexorável é a de que o China está engolindo o Tibet. As lojas, hotéis e mercados são, em sua maioria, chineses. As placas na fachada das lojas ostentam caracteres chineses em grande tamanho, e, em baixo, dizeres tibetanos, em tamanho muito menor. Quando se sai de Lhasa, encontra-se tantos aldeões, pastores, camponeses, pedreiros e viajantes chineses quanto tibetanos. Em suma, o Tibet está em via de extinção.

O Tibet faz fronteira com o Butão, o Nepal, a Índia e o Paquistão, sendo um país rico em recursos naturais, inclusive recursos agrícolas, minerais e florestais. Sua importância para China é tanto estratégica quanto econômica. A China parece segura de que manterá seu grilhão letal sobre essa terra, e esforça-se em fazê-lo por trás de portas cerradas. Não há imprensa independente no Tibet. Não pude ver um único jornal ou revista disponível ao povo. A televisão é algo extremamente limitado e rigidamente controlado pela RPC. A imprensa estrangeira não é bem-vinda nem permitida. Somente a Voz da América, ouvida pela quase totalidade dos tibetanos, e a Rádio Ásia Livre, que é relativamente nova, transmitem informações ao Tibet . Nada trafega em sentido contrário, exceto bocados de informações carregados por turistas e visitantes ocasionais.


O Tibet Visto de Perto

O que tem a dizer a gente do povo tibetano? Antes da minha viagem, haviam me dito que as pessoas iriam me procurar, por causa da minha óbvia aparência de visitante ocidental, para me contar a história delas. Também me disseram que isso era muito perigoso para essas pessoas, que os informantes estavam por toda parte e que ser pego falando com um ocidental era um bilhete garantido para a cadeia e outras coisas mais.

Francamente, estava cético diante da possibilidade de alguém nos abordar. Eu estava enganado. Quase sempre houve alguém que aproveitou a oportunidade para trocar uma ou duas palavras conosco, alerta a quem pudesse estar por perto.

Em nosso primeiro encontro com um tibetano que percebeu que éramos ocidentais e que um de nós era capaz de falar tibetano fluentemente, ele mal conseguiu se conter. "Há muitas pessoas nas prisões, a maioria delas por motivos políticos." Fomos ver a cadeia Drapchi, que fica numa região de favelas, fora de mão. Policiais andando em duplas estavam presentes por toda parte.

Fomos também ver o complexo da cadeia de Sangyip e, depois, a cadeia Gusta. As cadeias parecem ser uma indústria florescente no Tibet. Falamos ao tibetano que ele não deveria se arriscar. Ele disse que era tão importante que víssemos esses lugares que ele não se importava; entao, seguimos adiante nessa peregrinação que mais parecia um pesadelo. Passamos pela principal central de segurança, pela sede do serviço de inteligência e, entao, pelo administração da prisão, cada um deles intensamente policiado. Enquanto caminhávamos , fomos ouvindo histórias de monges e monjas, homens e mulheres do povo que foram arrastados para prisões e torturados. Ele disse, "Não precisam se preocupar comigo," e continuou sua narrativa sobre as torturas a que os prisioneiros são submetidos.
Eles são rotineiramente surrados com pedaços de pau, chutados e ferroados com varas elétricas (ferrões usados para tocar bois, com uma carga elétrica enorme) . Os prisioneiros políticos são isolados do restante da população da prisão, e são mantidos em áreas sem iluminação e aquecimento, sem instalações sanitárias e médicas, e quase sem comida e água.

Ele acrescentou que o povo não possui quaisquer direitos.

Não se tem liberdade de expressão. Embora os tibetanos considerem o Dalai Lama seu líder espiritual e político, são proibidos de demonstrar seu amor por ele. Possuir uma foto do Dalai Lama constitui um delito que pode atrair encarceramento e punição severa e brutal. "Nós ( tibetanos ) precisamos pedir permissão aos chineses para fazermos tudo," disse ele. "Não podemos fazer nada por conta própria."

Ele disse ainda, "Os chineses falam que temos liberdade religiosa, mas isso não passa de uma mentira. Apesar dos chineses dizerem que os tibetanos vivem em liberdade, essa liberdade não existe - sequer uma. Tudo é controlado pelos chineses e vivemos sob repressão. Ouvimo6 a Voz da América dizer que o Ocidente apoia o Tibet; no entanto, o Ocidente continua seu comércio com a China. Isso não ajuda. O Tibet se sente excluído e ignorado."

"O Dalai Lama pediu ajuda aos Estados Unidos e a Taiwan" continuou. "Por favor, ajudem o Dalai Lama porque nós estamos sendo arruinados. Os chineses mandam as crianças tibetanas para serem educadas na China e ensinam a elas os modos chineses. O Tibet está desaparecendo pouco a pouco. A língua tibetana está sendo, cada vem mais, desenfatizada nas escolas, e nossa cultura está sendo eliminada."

Tudo isso agonia vindo de um homem que narrava sua agonia e a de seu povo. Entretanto, ele terminou dizendo, "Não tenho medo. Algum dia o Sol vai voltar a brilhar sobre o Tibet." Por toda parte, encontramos em todo tibetano com quem mantivemos contato apoio maciço e enorme. fé em relação ao Dalai Lama.

Perseguição Religiosa

Visitamos inúmeros mosteiros, onde monges, monjas e outras pessoas nos abordaram. Suas histórias amplificaram aquilo que já estávamos sabendo. Todo mosteiro que visitamos encontrava-se sob rígido controle de um pequeno grupo de inspetores chineses residentes. Todos os relatos que chegaram a nós deram conta de um redução drástica no numero de monges em cada mosteiro. Muitos foram mandados para a prisão por se recusar a voltar as costas para o Dalai Lama ou mesmo por se recusar a jogar fora fotos dele. Jovens monges com menos de 15 anos de idade são barrados (anteriormente era possível ingressar num mosteiro aos 6 anos) . Desde a revolução cultural, muitos mosteiros foram em grande parte destruídos. O trabalho de reconstrução tem sido dolorosamente lento.

A mais ligeira resistência à interferência chinesa traz, como resposta, pesadas punições. Era comum ouvirmos relatos sobre monges que foram jogados na prisão, muitos durante o processo de "reeducação", que inclui o gesto de dar as costas ao Dalai Lama. O encarceramento é prolongado: significa anos de surras brutais, sendo permitidas raras visitas de pessoas de fora. E, quando o encarceramento finalmente termina, os monges são expulsos de seu mosteiro e exilados para suas aldeias natais. Muitos tentam fugir para a Índia ou o para Nepal. Muitos não conseguem chegar lá.

Contaram-nos, em diversas ocasiões, que todos os monges vivem em meio ao medo. Quando perguntávamos que mensagem eles gostariam que levássemos de volta para os Estados Unidos, pediram-me para dizer que eles não têm permissão para praticar sua religião, e que o povo sofre enormemente. Sua maior esperança é poder viver livres da China. Um deles disse, "Por favor nos ajudem. Por favor ajudem o Dalai Lama." Ele disse que, se fosse pego conversando conosco, seria imediatamente colocado na cadeia, por quatro ou cinco anos.

Outros monges expressam sua preocupação com a ausência de liberdade para a prática religiosa. centenas têm sido encarcerados simplesmente por não retirar fotografias do Dalai Lama de seus altares. As orações que podem fazer são restritas e eles têm poucas oportunidades de conversar longe de alguém que os supervisione, mesmo nos próprios mosteiros.

Era uma só a mensagem que colhemos nos mosteiros em torno de Lhasa e nas regiões circunvizinhas. Hesito em ser mais explícito ao descrever as conversas que mantive, porque não quero que elas possam ser rastreadas a um monge ou a uma pessoa específica. Fazer isso seria impor sentença e punição pesadas sobre alguém que já sofre sob um fardo inacreditável.

Em um lugar, encontramos uma mulher que estava rezando.

Quando ela se deu conta de que éramos americanos, irrompeu em nossa direção. À medida que fala, começou a soluçar. Lágrimas corriam em seu rosto enquanto ela nos contava sobre a situação. Ela disse, "Lhasa pode ser bonita por fora, mas, por dentro, é feia. Não nos deixam praticar aquilo que queremos praticar. Os monges mais graduados, nossos mestres, foram embora, e não há substitutos."

Quando perguntada sobre uma mensagem aos Estados Unidos, ela disse, "Por favor nos ajudem. Por favor ajudem o Dalai Lama. Quando há pressões vindas do Ocidente, as coisas se abrandam um pouco, até que voltem a ser como eram antes. Por favor façam os Estados Unidos nos ajudarem."

Sem exceção, todas as pessoas com quem falamos tinham sentimentos positivos em
relação aos Estados Unidos.

Sempre nos saudavam com o polegar para cima, um sorriso ou um comentário como, "Os Estados Unidos são formidáveis." As pessoas não deixavam de conversar conosco, mesmo quando a segurança delas estava ameaçada. Algumas vezes, tínhamos que nos afastar, só para que elas não fossem vistas falando conosco. Algumas até se arriscavam a ficar expostas, acenando para nós, do teto de suas casas, para que fôssemos nos encontrar com elas.

O Amordaçamento Chinês

A agressão da China contra as cidades, o campo e o meio ambiente tem sido não menos dura do que sua agressão contra o povo. As áreas tibetanas em Lhasa estão sendo demolidas e substituídas por edificações menores e mais confinadas, sendo o espaço remanescente destinado a utilização pelos chineses. A área ao pé do Palácio Potala foi completamente aterrada, criando-se uma novo espaço aberto, semelhante à Praça da Paz Celestial. As florestas estão sendo derrubadas e muitas pessoas relatam ter visto comboios de caminhões viajando para o norte, carregados de toras, em direção à China.

O quadro nada tem de belo. Os relatórios progressistas cintilantes provenientes de Pequim ou Xangai, onde os negócios estão florescendo, arranha-céus estão sendo erguidos e as atividades industriais, a educação e o padrão de vida estão todos em rápido crescimento, soam falsos quando ouvidos no planalto tibetano.

Os Estados Unidos e o os demais países do mundo livre precisam fazer mais para instar a China a recuar em sua clara meta de saquear o Tibet. A verdadeira história do Tibet nao está sendo contada. Com exceção de uns poucos jornalistas corajosos, trabalhando em sua maior parte como free-lancers, a história real do Tibet não está chegando aos nossos ouvidos. Os Estados Unidos e os demais países devem lutar por uma cobertura mais aberta.

A política do governo norte-americano parece estar baseada unicamente em valores econômicos; abrir mais e mais mercados com a China, ignorando todos os demais aspectos de uma conduta responsável. O povo americano precisa tomar conhecimento desta mensagem sobre o Tibet. Ao ficar sabendo da verdade da situação, acredito que o povo americano concluirá que precisamos agir melhor e que podemos agir melhor. Espero que este relatório seja um começo nessa direção.

O relógio está correndo contra o Tibet. Se nada for feito, o país, seu povo, religião e cultura ficarão cada vez mais esmaecidos, podendo um dia vir a desaparecer. Isso, sem dúvida, seria uma tragédia. Sendo eu uma pessoa que visitou um campo de prisioneiros na União Soviética durante a guerra fria (o Campo Perm 35) bem como visitou a Romênia, antes e logo depois da derrubada do cruel regime Ceausescu, a fim de fazer averiguações em primeira mão, creio que as condições no Tibet são ainda mais brutais. Não há qualquer freio sobre a ação dos vigilantes chineses no Tibet. Ele são, a um só tempo, o acusador, o juiz, o júri, o carcereiro e, por vezes, o carrasco. As punições são arbitrárias, velozes e cruéis - totalmente desprovidas de piedade e de apelação.

Medidas Práticas Recomendadas :

Com base nessas observações, proponho as seguintes recomendações:

1. O governo deve nomear um representante especial para assuntos referentes ao Tibet - alguém que não só compreenda a situação lá, como também vá buscar, de forma enérgica, melhorias.

2. O governo deverá levantar a questão do Tibet com a RPC, tanto antes quando durante a próxima visita do Presidente chinês Jiang Zemim a Washington. Esforços para conseguir a libertação de prisioneiros políticos devem fazer parte dessa iniciativa.

3. Os esforços para abrir o Tibet à imprensa internacional e aos grupos que defendem os direitos humanos devem seguir em frente. Enquanto os chineses continuarem a exercer seu poder longe dos olhos do público, excessos brutais continuarão a acontecer.

4 . Concito meus colegas na Câmara e no Senado a empreender esforços para viajar até o Tibet. Se delegações de congressistas (CODELs) percorrerem as diversas regiões do Tibet, isso irá fazer uma diferença.

5. Apelo para que meus colegas na Câmara e no Senado adotem um prisioneiro de consciência, e entrem em contato com a RPC periodicamente para interceder em favor desse prisioneiro, escrevendo também para ele diretamente, com freqüência.

6. Proponho que esforços enérgicos sejam empreendidos para que representantes da Comissão Internacional da Cruz Vermelha e da nossa Comissão sobre Prisões visitem as prisões tibetanas para observar suas condições e o tratamento dado aos prisioneiros, propugnando por melhorias.

7. Insto o governo a exercer pressão para representantes do mundo livre estejam presentes nos julgamentos de tibetanos acusados de crimes políticos, à semelhança do foi feito na Europa Oriental e em outros lugares.

8 . Conclamo os líderes religiosos de todos os países do mundo a pressionar a RPC para obter permissão para visitar o Tibet.

9. Conclamo o governo, outras entidades e pessoas a pressionar a RPC para entabular negociações e manter diálogo com o Dalai Lama acerca do futuro do Tibet.