30 Abril, 2008

ESPECIAL do Jornal Estado de S. Paulo


"A questão tibetana"

Entenda as raízes da disputa pela soberania do Tibete e a influência chinesa sobre a região.

Fonte: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=609
Para HRW, China não permite julgamento justo de tibetanos


30 pessoas foram condenadas a penas que variaram entre três anos e a prisão perpétua por distúrbios

Efe


PEQUIM - A ONG Human Rights Watch (HRW) acusou nesta quarta-feira, 30, a China de não ter cumprido os "requisitos mínimos internacionais" no julgamento dos 30 manifestantes tibetanos que foram condenados à prisão nesta terça-feira, e afirmou que eles não tiveram direito a um processo justo.


A HRW destacou em comunicado que o julgamento, o primeiro contra acusados das revoltas violentas de 14 de março em Lhasa, aconteceu a portas fechadas, sem ter sido informado em dias anteriores os procedimentos prévios às sentenças ditadas na terça-feira.



Nelas, 30 pessoas, incluindo vários monges budistas, foram condenadas a penas que variaram entre três anos e a prisão perpétua pelos distúrbios, nos quais, segundo Pequim, os manifestantes mataram 19 pessoas, entre elas 18 civis.



O exílio tibetano assegura, por outro lado, que a repressão das forças de segurança contra esses protestos e os de outras zonas do Tibete e províncias limítrofes causou mais de 200 mortes.



"Culpados ou inocentes, esses tibetanos e qualquer outro acusado na China têm o direito a um julgamento justo", destacou a diretora para a Ásia da HRW, Sophie Richardson.



"Em vez disso, foram julgados usando provas secretas, a portas fechadas e sem o direito a uma defesa correta, por advogados que eles tivessem podido escolher", acrescentou.



A HRW fez sérias acusações contra a Justiça chinesa, como a ausência de distinção entre os manifestantes pacíficos e os violentos, a presunção de culpabilidade e o secretismo.



A ONG, com sede em Nova York, também reiterou que alguns advogados que se ofereceram para defender os tibetanos envolvidos foram ameaçados com penas e suspensões.



"Isso não é Justiça transparente, é um castigo político disfarçado de processo legal", disse Richardson.



O Governo chinês respondeu na terça-feira às críticas da HRW em torno das pressões a advogados no país asiático, assinalando que a organização tem "preconceito" contra a China, e assegurou que os defensores da lei desfrutam de liberdade para trabalhar no país.

fonte: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int165192,0.htm

29 Abril, 2008

Governo tibetano diz que 203 foram mortos em protestos


Estimativa de mortos na repressão chinesa apontada pelos líderes exilados é 10 vezes maior que número oficial

Agência Estado e Associated Press

DHARAMSALA - Pelo menos 203 tibetanos foram mortos na repressão chinesa após os protestos na província, disseram líderes do governo tibetano no exílio, nesta terça-feira, 29. A estimativa é quase dez vezes maior que o número oficial, de 22 mortos.

O número divulgado pelo governo exilado na Índia foi obtido através de contatos do grupo na província. Não é possível verificar de forma independente os números, pois Pequim restringe a circulação na região desde o início dos protestos.

Segundo o porta-voz do governo tibetano no exílio Thubten Samphal, mais de mil tibetanos ficaram feridos e mais de 5,7 mil foram presos. "Nós chegamos a esses dados após examinar cuidadosamente as fontes. Nossa equipe de pesquisas tentou confirmar os dados através de contatos diretos e também de testemunhas no Tibete", assegurou Samphal. "Nós tememos que o número exato seja ainda maior, já que notícias das áreas remotas são quase inexistentes."

Os protestos contra o governo central se tornaram violentos em 14 de março na capital provincial, Lhasa. Eles significaram o maior desafio ao governo de Pequim em quase duas décadas.

A circulação de estrangeiros está proibida na província desde então. Os protestos foram inicialmente pacíficos, liderados por monges budistas, realizados no dia 10 de março - aniversário de uma fracassada insurgência contra o governo chinês. Quatro dias depois, tibetanos começaram a atacar carros, lojas e membros da etnia han, majoritária no país.


fonte:http://www.estadao.com.br/internacional/not_int164953,0.htm

28 Abril, 2008

Site Português explica de forma didática a realidade histórica do Tibete e a trajetória do Líder Budista Dalai Lama

Por Tatiana Giordano

Em meio a tantas informações e tão diversos focos sobre a situação do Tibete, o site da rede televisiva SIC Internacional elaborou de forma didática e interessante dois slide-shows (apresentações multimídia) sobre a trajetória do Líder Budista Dalai Lama e uma retrospectiva detalhada sobre o Tibete usando a Tecnologia Flash.

Vale a pena conferir:







Visite:
DalaiLama
Tibete
Tocha olímpica já está na base do monte Everest, no Tibete
28/04/2008 às 08:55


A chama olímpica chegou nesta segunda-feira ao Acampamento Base do monte Everest, ao sul do Tibete, onde espera condições meteorológicas adequadas para que em maio seja levada ao cimo do pico mais alto do mundo, informaram as autoridades da região autônoma tibetana.

Enquanto a tocha prosseguiu seu polêmico percurso internacional neste domingo em Pyongyang (capital da Coréia do Norte), uma parte da chama, que tinha ficado na China, foi levada ao condado tibetano de Tingri, onde se encontra o acampamento de onde partem os alpinistas que sobem o Everest.

Espera-se que nos primeiros dias de maio, se o clima permitir, um grupo de alpinistas inicie a subida com a chama ao pico de 8.844 metros.

O governo chinês, que preparou um percurso da tocha olímpica por todas as províncias e regiões do país, defende o percurso como uma mostra da união entre os diferentes povos da China, embora grupos independentistas o vêem como uma imposição de Pequim.

A China tinha prometido a jornalistas estrangeiros que seriam autorizados a viajar ao Tibete para poder cobrir a subida da tocha ao Everest, mas na semana passada os meios de comunicação escolhidos foram informados que sua viagem seria suspensa devido ao mau tempo.

Os recentes distúrbios no Tibete, em março, após os quais a China fechou a entrada para essa região aos estrangeiros, poderiam ter sido outro dos motivos para a suspensão da viagem.

Fonte:http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?67012
Mídia às escuras enquanto espera subida da tocha ao Everest


Governo chinês impede que a imprensa mundial cubra o evento para evitar manifestações pró-Tibete

NICK MULVENNEY - REUTERS
David Gray/REUTERS


CAMPO BASE DO EVEREST - A China manteve o mistério sobre o progresso da passagem da tocha olímpica pelo Monte Everest nesta segunda-feira, apesar da chegada da mídia internacional ao pé da montanha mais alta do mundo.

A escalada do Everest é o ponto alto do revezamento mundial da tocha, que tem sido marcado por protestos e contra-protestos sobre o Tibete em diversas paradas de sua viagem pelos cinco continentes antes do início dos Jogos de Pequim, em agosto.

A tocha que vai ao Everest é diferente da chama que roda o mundo, que nesta segunda-feira passou pelas ruas da capital norte-coreana Pyongyang e que na terça-feira tem como parada o Vietnã.

Determinados a não permitir nenhum contratempo durante a parada especial da tocha, os organizadores foram enigmáticos a responder questões sobre onde a chama estaria e quando ela chegaria ao topo da montanha.

"Posso confirmar que a lanterna com a chama está nas mãos de montanhistas, mas não posso dizer a vocês se há escaladores na montanha neste momento", disse Shao Shiwei, vice-diretor do departamento de mídia do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim.

"Não há apenas uma chama, são muitas chamas", acrescentou. "Há chamas de back-up e eles não nos dizem qual delas vai subir ao topo. Estamos trabalhando com prudência por causa do clima rigoroso."

A cerimônia de partida da tocha no campo base do Everest foi cancelada na semana passada por causa do clima, disseram autoridades.

Uma delegação da Administração Estatal do Esporte já havia monitorado o Tibete - onde ocorreram protestos contra o regime chinês no mês passado - para verificar os preparativos para a subida de 8.848 metros da tocha.

"Temos confiança, senso de responsabilidade, capacidade e força para superar qualquer interrupção ou sabotagem de elementos hostis de dentro e de fora do país", disse Qiangba Puncog, presidente do governo da Região Autônoma do Tibet, de acordo com uma reportagem do jornal Tibet Daily.

Desde as manifestações de monges budistas na capital tibetana, Lhasa, em 14 de março, que foram reprimidas com violência pela China, está proibida a entrada de estrangeiros no Tibet, e apenas na última semana turistas chineses puderam voltar à região.

A nova estrada de 21,4 milhões de dólares que leva ao acampamento base do lado tibetano do Everest segue uma rota popular de caminhada, mas o local estava deserto nesta segunda-feira, a não ser pelo comboio levando a imprensa estrangeira e chinesa para cobrir a subida da tocha.

Havia cinco pontos de checagem durante o percurso de 108 quilômetros, a partir da cidade de Tingri, mas, com apenas uma exceção, as paradas eram superficiais.

Fonte:

27 Abril, 2008

Seul: novos incidentes na passagem da tocha olímpica

Domingo, 27/04/2008

Em Seul, na Coréia do Sul, simpatizantes do governo chinês e ativistas pró-Tibete se enfrentaram durante passagem da tocha olímpica. A polícia evitou que um manifestante ateasse fogo no próprio corpo.





fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM820648-7823-SEUL+NOVOS+INCIDENTES+NA+PASSAGEM+DA+TOCHA+OLIMPICA,00.html
Tocha Olímpica em Seul

[artigo escrito em português de Portugal]

Dissidentes norte-coreanos ameaçam travar hoje a estafeta da chama olímpica na capital da Coreia do Sul, em protesto contra a política chinesa de devolução de refugiados a Pyongyang, onde arriscam a pena de morte.


Mais de 8.000 polícias foram mobilizados para acompanhar a cerimónia de transporte da tocha olímpica em Seul, capital da Coreia do Sul, perante a ameaça de protestos contra a política chinesa perante o Tibete e os refugiados norte-coreanos.

A cerimónia de entrega da chama começou às 14h20 locais (5h20 em Lisboa) no parque olímpico, onde se reuniram numerosos apoiantes dos Jogos Olímpicos de Pequim, entre os quais vários milhares de chineses.

A chama olímpica chegou a Seul durante a noite, proveniente do Japão, onde manifestantes a favor e contra a China se confrontaram sábado durante o percurso, em Nagano, de que resultaram pelo menos quatro feridos.

Uma coligação que congrega 63 grupos religiosos, políticos e de defesa dos direitos humanos anunciou que milhares de manifestantes são esperados hoje em Seul para protestar contra a repressão chinesa no Tibete e a política de Pequim de repatriamento dos refugiados da Coreia do Norte.

Mais de 8.300 polícias estão estacionados ao longo dos 24 quilómetros do percurso por onde passará a tocha até chegar à Câmara Municipal de Seul, previsto para as 19:00 locais (10:00 em Lisboa).

Dois helicópteros sobrevoaram o parque olímpico antes da partida da chama e numerosos polícias vigiaram vários pequenos grupos de manifestantes. Outros agentes foram colocados junto de estações de metro.

Duas dezenas de polícias em bicicleta acompanharão a tocha, escoltada por 120 outros agentes que correm ao seu lado, apoiados por motos, automóveis da polícia e helicópteros.

Dissidentes norte-coreanos tencionam bloquear pontes sobre o rio Han por onde passará a tocha olímpica.

"Vamos tentar impedir a passagem, custe o que custar", declarou Han Chang-Kwon, porta-voz dos dissidentes.

Vários incidentes, alguns deles violentos, têm dificultado o périplo mundial da tocha, nomeadamente em Londres e em Paris.

Depois de Seul, a tocha deverá seguir para a Coreia do Norte, onde passará pela primeira vez. Não se esperam protestos naquele país comunista, onde o Estado não tolera dissidentes.

fonte:http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/20080427-Tocha+Olimpica+em+Seul.htm

25 Abril, 2008

China cede à pressões e aceita negociar com o Dalai Lama


Governo do país diz que está aberto ao diálogo com o líder espiritual do Tibete

As manifestações durante o revezamento da tocha olímpica ao redor do mundo parecem ter surtido algum efeito prático. Nesta sexta-feira, o governo da China cedeu às pressões e declarou que vai reabrir as negociações com o líder espiritual do Tibete.

– Tendo em vista os pedidos de diálogo feitos repetidamente pelo Dalai Lama, o departamento do governo central entrará em contato e consultará o representante pessoal do lado de Dalai nos próximos dias – afirmou uma autoridade à agência oficial chinesa Xinhua.

O governo chinês, no entanto, estabeleceu uma condição para que o encontro ocorra: que os ativistas pró-Tibete suspendam as manifestações registradas em várias cidades do mundo durante o revezamento da tocha para os Jogos Olímpicos de Pequim.

– A política do governo central sobre Dalai é consistente e a porta de diálogo está sempre aberta. Esperamos que a parte do Dalai possa tomar ações acreditáveis, suspendendo as atividades que pretendem separar a China e as sabotagens contra os Jogos Olímpicos, a fim de criar condições para conversações – declarou a mesma fonte.

A decisão assinala uma mudança de postura do governo da China. Desde março, quando uma onda de protestos eclodiu no Tibete, governantes chineses aumentaram o tom das criticas contra o líder tibetano, acusado de incitar o tumulto e provocar violência.

Segundo a China, cerca de 20 civis foram mortos durante os protestos do dia 14 de março em Lhasa, capital do Tibete, todos pelas mãos de tibetanos violentos. A versão dos tibetanos exilados é de que pelo menos 100 pessoas foram mortas pelo exército chinês.

fonte: http://www.clicrbs.com.br/olimpiadas2008/jsp/default.jsp?newsID=a1841023.htm&template=4061.dwt§ion=Not%EDcias

23 Abril, 2008

Tocha olímpica chega à Austrália em meio a protestos pró-Tibete23/04/2008 - 09:36:02
A tocha olímpica chegou nesta quarta à Camberra, Austrália, em meio a protestos contra a ocupação chinesa do Tibete, mas não foram registrados incidentes mais graves, fora a prisão de um grupo de pessoas que tentava pendurar um cartaz em uma ponte de Sydney.
A última das manifestações contra as autoridades chinesas foi protagonizada por dezenas de tibetanos e de defensores da independência do Tibete diante da embaixada da China na capital australiana.
Durante a noite foi realizada uma vigília com a participação de seis tibetanos que moram em Sydney e que realizaram uma caminhada que partiu da localidade de Bungendore, que fica a 70 quilômetros de Canberra.
Acompanhados de vários cartazes e bandeiras tibetanas, e diante da vigilância de dois grupos de agentes da Polícia Federal Australiana, os participantes da vigília oraram em silêncio, sentados no chão com as pernas cruzadas sob a luz das velas.
Os defensores do boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, que serão realizados este ano, preparam mobilizações maiores amanhã, quando acontecerá o revezamento da tocha.
Existe também a previsão de que um ônibus cheio de pessoas nuas tente se aproximar ao máximo da chama olímpica, uma ação que responde à tentativa de uma emissora de rádio de criar controvérsia.
Os organizadores desta iniciativa dizem que buscam entreter a todos os que vão ver a chama olímpica e não podem se aproximar por causa das fortes medidas de segurança estabelecidas durante todo o percurso.
A tocha percorrerá 16 quilômetros em Canberra protegida por uma grande barreira de aço e protegida por uma força de 700 a 1.000 policiais.
O ex-nadador Ian Thorpe, responsável por completar o último trecho do revezamento amanhã e de acender a pira na cerimônia diante do lago Burley Griffin, pediu hoje em entrevista coletiva que quem desejar protestar o faça de forma pacífica.
A presença da chama olímpica no país não apagou a controvérsia sobre o evento e a enorme despesa que representou para o Estado, após o Governo ter que duplicar o orçamento calculado para a segurança inicialmente, para até cerca de US$ 2 milhões.
Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Jiang Yu, disse que não são esperados muitos problemas na Austrália em razão do amor dos australianos pelo espírito dos Jogos Olímpicos.
Yu acrescentou que os que protestam fazem isto por não entenderem a situação real no Tibete.
A tocha olímpica chegou hoje a Canberra, mas o revezamento pelas ruas da cidade será realizado amanhã.
A chama chegou à base militar Fairbairn em um vôo da Air China, após seis horas de viagem desde Jacarta.
22/04/2008 - 10h30

China alega mau tempo e cancela acesso da imprensa ao Tibete

Da ReutersEm Pequim (CHN)

A China cancelou nesta terça-feira o acesso da imprensa à saída da tocha olímpica do Acampamento-Base Norte do Everest, quando haverá a tentativa de levar a chama até o ponto culminante do planeta, no começo de maio.A imprensa estrangeira credenciada para o evento foi informada na véspera do embarque que a viagem seria adiada para sábado e parcialmente cancelada.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog, na sigla em inglês) atribuiu a mudança de planos ao mau tempo no Tibete, em cuja fronteira com o Nepal fica o Everest.As autoridades também informaram que a imprensa não poderá estar presente quando a tocha sair do Acampamento-Base Norte com direção ao cume. "Foi cancelado tanto para a imprensa chinesa quanto para a internacional", disse Shao Shiwei, vice-diretor de mídia do Bocog, em entrevista coletiva.Agora, a imprensa deixará Pequim na hora em que a expedição com a tocha estiver deixando o acampamento.
Os jornalistas irão diretamente para o Everest via Lhasa (capital do Tibete), passando dos 54 metros de altitude para 5.360 metros em três dias.Wang Hui, porta-voz do Bocog, negou que a mudança de planos tenha alguma relação com os recentes distúrbios no Tibete e arredores. "Não se trata do Tibete. Tentamos ao máximo arranjar isso para vocês, (mas) é tudo por causa das condições climáticas incertas", afirmou o porta-voz. De acordo com Shao, as mudanças foram adotadas para que a imprensa não tenha de passar longos períodos no acampamento-base antes da tentativa de escalada. Sobre a orientação médica de evitar mudanças muito bruscas de altitude, Wang disse que "não seria possível" para os jornalistas se aclimatarem durante alguns dias em Lhasa."Quando recebermos a mensagem do centro de comando de campo teremos de partir imediatamente. Não poderíamos fazer isso se vocês estivessem espalhados por Lhasa", explicou.
Adversários do regime chinês e simpatizantes da causa tibetana vêm promovendo manifestações à passagem da tocha em todo o mundo. O incidente que mais irritou os chineses foi o ataque à atleta para-olímpica Jin Jing durante o percurso por Paris.
O Dalai Lama recebe o título de cidadão honorário de Paris

Phayul[Terça, 22 de April de 2008 - 10:12]


Bertrand Delanie, prefeito
socialista de Paris.
O Conselho da Cidade de Paris votou em favor da outorga do título de "cidadão honorário" da cidade de Paris a S. S. o Dalai Lama, seguindo um voto em concordância com os desejos do prefeito da cidade, Bertrand Delanoe.
Isto será "uma homenagem a um defensor da paz, um incansável advogado do diálogo entre os povos," disse Bertrand Delanoe.
Os Verdes e o Partido Socialista votaram a favor da moção, enquanto vários membros da UMP, MRC, comunistas e partidos centristas independentes abstiveram-se de votar. Christophe Girard, chefe da câmara de vereadores, também esteve ausente.
"Paris também quer mostrar seu apoio ao povo do Tibete, que defende seus direitos mais básicos à dignidade, à liberdade e, mais simplesmente, à vida," disse o prefeito na semana passada.
Sua Santidade visitará a França em agosto, quando a China estiver sediando as Olimpíadas. Muitas controvérsias surgiram quanto aos direitos humanos, devido à recente repressão chinesa no Tibete.
Sarkozy, o presidente francês, novamente conclamou o governo chinês a entrar em diálogo com o Dalai Lama ou seus respresentantes no Tibete tão logo seja possível.

19 Abril, 2008

O Realismo do Dalai Lama

14 de abril de 2008

Por PICO IVER, em The New York Times

A situação no Tibete não poderá se resolver até que e a não ser que o futuro dos indivíduos chineses também seja resolvida; a maioria dos cidadãos de Lhasa, afinal, já é de chineses da etnia Han. E um dos tibetanos no exílio que conhece a China mais intimamente, e por mais de meio século, é o Dalai Lama, que tem trabalhado com a liderança de Beijing desde os primeiros dias do governo comunista, há 58 anos atrás, e que viajou por um ano pela China, contra a vontade de seu povo, em 1954, encontrando-se com Mao Tsé-Tung, Chu En-Lai e Deng XiaoPing.

O fato de que tantos no mundo se levantam para apoiar os tibetanos, e a justa necessidade que têm de liberdade, é claramente maravilhoso, e este é possivelmente um momento em que a China precisa da aprovação do mundo, e portanto pode ser pressionada para ser mais flexível. Mas permanece o fato de que o Império do Centro, com sua grande tradição de orgulho e de não aceitar conselhos de estrangeiros, só responderá com mais violência se confrontado de maneira violenta demais, e é preciso uma sensibilidade muito fina para evitar que mais sofrimentos se abatam sobre os cidadãos chineses e tibetanos que já sofrem tanto. Como o Dalai Lama vem dizendo há muito tempo, o mais importante agora é não pensar somente no agora, mas também no que acontecerá depois que os Jogos se acabarem, o mundo mudar de foco (para o Iraque, para a eleição presidencial americana, para os nossos muitos outros problemas), e a China estiver livre para executar suas políticas por baixo do pano e com a máxima brutalidade.

Isto é parte do que o move a conclamar o mundo para falar pelo bem do Tibete, mas não criticar demais a China. A falar apaixonadamente pela restauração dos direitos básicos de livre expressão e pensamento no Tibete, mas não denegrir os chineses no processo (em parte porque tantos outros chineses vivem e sofrem sob restrições similares). O mundo inteiro sente, agudamente, as frustrações humanas e o sofrimento totalmente compreensíveis do povo tibetano, após mais de cinco décadas de opressão; mas a impaciência sempre é contraproducente, e jogar uma pedra na janela de vidro do vizinho só levará a mais má-vontade e, possivelmente, décadas de consequências indesejadas e imprevistas — especialmente se, no caso da China e do Tibete, é provável que continuem vivendo perto um do outro por muitos anos ainda.

É ingênuo, para a liderança chinesa, dizer que as Olimpíadas são apenas um evento esportivo (eu sei bem disso, tendo coberto cinco olimpíadas para a Time Magazine); são uma oportunidade para a China mostrar ao mundo suas realizações recentes, que são espantosas, como fizeram o Japão em 1964 e a Coréia do Sul em 1988. Mas se abrem as portas verdadeiramente para o mundo, não podem esperar que ele deixe passar coisas que são tão flagrantes e indesculpáveis quanto a negação, pelo governo chinês, dos direitos básicos de seu povo. O mundo precisa da China, e a China precisa do mundo, como disse o Dalai Lama quando viajei com ele pelo Japão, cinco meses atrás. Mas dar uma gelada na China só fará com que ela crie demônios em sua cabeça, em vez dar espaço aos humanos que esperam a chance de falar com ela.

Mas tolerância não significa aceitar aquilo que está claramente errado, como ele sempre enfatiza, e se a China realmente busca a amizade com o resto do mundo, isso significa legitimar e confiar tanto na sua aprovação quanto nas suas críticas e sugestões. Pode esperar que o mundo a ouça, mas não que se ajoelhe frente a uma China que não se mostrou, até agora, muito disposta a ouvir o mundo.

Ao mesmo tempo, porém, é tolice para os tibetanos colocar suas esperanças somente em gestos e protestos, sendo que são superados em número na razão de 200 por 1, e enfrentam um vizinho que se ofende tão facilmente. O maior patrimônio que o Tibete tem é um líder que sempre busca o diálogo e a amizade, e que também é o mais antigo líder do planeta (é chefe do seu povo há mais de 67 anos), bam como o líder mais realista e pragmático que já encontrei em meus 26 anos de jornalismo pelo mundo. A difícil vida que o Dalai Lama tem nunca permitiu que ele se distraísse com desejos ou abstrações; ele é um empirista, que trabalha nas e com as circunstâncias do momento. A China precisa ser lembrada das suas responsabilidades maiores, mas sem força excessiva; e os que entram em desespero podem pensar em Vaclav Havel, amigo e defensor do Dalai Lama, que foi preso e oito semanas depois unanimemente escolhido como presidente da Checoslováquia, ou em seu amigo e colega Desmond Tutu, que viveu 62 anos na terra do apartheid sem poder votar, e no dia seguinte acordou em uma África do Sul livre (mas ainda problemática). “Até o último momento”, como diz sempre o líder tibetano, “tudo é possível.”

Pico Lyer escreveu, recentemente, “The Open Road”, um relato de 33 anos de conversas com o Dalai Lama, e mais de 20 anos de viagens pela China e pelo Tibete.

http://topics.blogs.nytimes.com/2008/04/14/the-dalai-lamas-realism/

Últimas notícias do Tibete (em inglês)

A former chief of Rong Gonchen Monastery in critical condition

TCHRD
[Friday, April 18, 2008 19:28]
A former chief of Rong Gonchen Monastery, Alak Khasutsang
The Chinese authorities have stepped up an unprecedented repression in Rong Gonchen Monastery in Rebkong County (Ch: Tongren Xian), after yesterday's protest, according to confirmed information received by the Tibetan Centre for Human Rights and Democracy (TCHRD).

Rong Gonchen Monastery is an important Tibetan Buddhist monastery in Rebkong County, Malho (Ch: Huangnan) "Tibetan Autonomous Prefecture", Qinghai Province.

In light of the peaceful protest on 17 April by a group of 22 monks from Rong Gonchen in Rebkong County market, and arrests of over one hundred protesters in the afternoon, the situation has been tense and volatile following the crackdown by the Chinese security forces.

According to fresh development of situation in Rong Gonchen Monastery in Rebkong, the Chinese authorities are not allowing anyone to meet the arrested Tibetans in detention centres. Multiple sources confirm that 80-year-old Alak Khasutsang, a former chief of Rong Gonchen Monastery, who tried to diffuse the tension between the Tibetan demonstrators and the Chinese security forces on 17 April has reportedly sustained severe head injury during the police crackdown and was said to be in a critical condition. He was also known to be suffering from a high blood pressure. One source reported that he was taken to a hospital in Xining City for treatment. However, there was no exact information about his current whereabouts.

Geshe Tezin Choephel

Another monk, Geshe Tenzin Choephel, 50 years old resident of Xining City and teacher of Qinghai University for Nationalities, who was in Rong Gonchen Monastery at the time of raid in the monastery on 17 April was known to have been arrested for unknown reason. There is no information on his whereabouts at the moment.

Moreover, on 17 April, around 6 PM (Beijing Standard Time), scores of Chinese armed security forces raided monks' houses in Rong Gonchen Monastery. During the raid, the Chinese armed security forces forcibly flushed out the monks from their houses to the monastery's courtyard and were made to kneel down with hands behind their head. The Chinese security forces threatened the monks at gunpoint. In the raids, the Chinese security forces seized all photos of the Dalai Lama found in the monks' rooms.

The sources also told TCHRD that a dozen of the Chinese security forces in full combat gear were armed with guns. The Rong Gonchen Monastery has been under a severe restriction, and the monks were isolated from each other without any form of interaction amongst them. Since yesterday, armed Chinese security forces have been keeping a close vigil in the monks' rooms.

Sources say that at present, a severe restriction on the movement of monks is still continuing in Rong Gonchen Monastery. There is no information about exact number of monks arrested by the Chinese security forces.

The Chinese authorities have issued terse warning to the monks about leaking the information to the outside world following the severe crackdown by the Chinese authorities. TCHRD expresses serious concern over the condition of the arrested monks and calls upon the authorities to immediately lift the restriction imposed in Rong Monastery

China's "unnecessary repressive measures" deteriorating situation in Tibet
Phayul[Friday, April 18, 2008 16:33]
By Phurbu Thinley

Dharamsala, April 18: Prime Minister of the Tibetan Government-in-exile said unnecessary repressive measures and use of force by China on Tibetan peaceful demonstrations since March 10 are causing deterioration of situation in Tibet rather than restoring peace and normalcy.

Tibetan PM Prof. Samdhong Rinpoche (R) during the press conference at the Lhakpa Tsering Memorial Hall of the Department of Information and International Relations, Friday, 18 April 2008, in Dharamshala, India. Also seen in the picture is Kalon Tsering Phuntso, Minister for Religion and Culture (Photo by Sangjey Kep / Tibetgov.net)
Describing March 10 as a historic day for Tibetans, Tibetan PM Prof. Samdhong Rinpoche said, "Every year there is some kind of peaceful demonstration, which does not continue beyond that day." "But this year protests continued in the succeeding days due to unnecessary repressive measures and use of force," he said during an official press conference here today.

"If the objective of using force by the Chinese authorities is to maintain peace and order in Tibet, they could have achieved it within a day. But normalcy did not return even after more than five weeks and more protests and repressive measures are happening day after day" he said.

Coming up with a list of conspicuous "suspicious incidents", allegedly set up by Chinese authorities, Prof. Rinpoche said it "arouses the suspicion about the intentions of the Chinese authorities."

Rinpoche said such acts "do not help in restoring mental peace and social order in Tibet. On the contrary, these acts are considered highly provocative by the Tibetans because they hurt them the most."

"All these acts appear to be aimed to undermine the Tibetan people's tolerance and provoke them into violent retaliation. They also indicate that various agencies of the PRC have plans to carry out more bombing and other destructive activities and put the blame on the innocent Tibetans for such actions," he said.

Saying there have been widespread protests in all areas of U-Tsang, Kham and Amdo, including in various cities of China where Tibetans live since March 10, Rinpoche said the protests were "outburst of dissatisfaction and deep-rooted resentment perpetuated in the hearts of the Tibetan people for the last five decades by excessive repression and mishandling of peaceful protests".

According to him, the alleged ongoing repressive action such as brutal beatings, torture, killings, deprivation of essential foods and drinking water, which lead to the starvation of concerned Tibetans are the biggest concern of the Tibetan Government.

Saying his government is "very much concerned that such repressive action may continue for many more months to come" Rinpoche said "the international community must intervene immediately and persuade the PRC authorities to end these atrocious acts" before the Chinese authorities destroy all evidence by executing the innocent Tibetans.

The Tibetan PM also urged the international community to take "effective and immediate actions to prevent the PRC from indulging in such brutal acts against the Tibetan people and to stop their policy of systematic cultural genocide in Tibet".

The Tibetan PM was accompanied by other members of his cabinet at the press conference.


Tibetan NGOs resume March to Tibet
Phayul[Friday, April 18, 2008 14:53]
By Tenzin Chodon

Marchers holding prayer at Rajgath. (Photo by Tenzin Dasel/Phayul.com)
New Delhi, April 18 - 250 marchers are yet again embarking on a journey of a dream and a commitment. As part of the Tibetan People's Uprising Movement the March to Tibet resumed its promise made months ago to return to their homeland via Nainital in Uttranchal State.

The marchers and the organizers gathered at Rajghat in the morning to pray for the well-being of the Tibetans inside Tibet as well as to herald their decision to recommence the march. They chose the Gandhi Samadhi as a symbol of peace and harmony that the place portrays and what they stand for.

"We are very hopeful," said Tsewang Rinzin, President TYC addressing the media at Rajghat. "We are much more determined now because of the patriotism shown by Tibetans inside Tibet and the sacrifices that they have made. They are an inspiration to us."

TYC President Tsewang Rinzin addressing the media at Rajghat. (Photo by Tenzin Dasel/Phayul.com)
Talking about the struggle of a nation he elaborated that we always have to pay a price to achieve something. "Whatever we do in exile is nothing and now is the real time to show our Solidarity. The Tibetan marchers feel that they have a right to go back to their own country," he emphasized.

"Our campaign has always been peaceful. We feel that we are political refugees and not causing any problem. We are completely peaceful and non-violent," he said. When the marchers go along the streets they do not shout slogans but walk peacefully with portraits of Gandhiji and His Holiness the Dalai Lama. "We hope that the Indian Government will respect that," he added.

The organizers have prepared as much as they could. They have studied and played out all the scenarios and almost all the problems that could come in the way. They are excited to go on with their determination to carry on with the struggle. Their goal is to go back because they have a right to and as refugees in India they feel that Tibetans should be allowed a safe passage back.

President of Gu-Chu-Sum Movement of Tibet Ven. Ngawang Woeber reiterating their resolve in the March explained that they would appeal to His Holiness the Dalai Lama if and when He instructs them to discontinue with the March.

The March to Tibet began on the 10th of March from Dharamsala and reached Delhi on April 9 when it was put on a temporary hold due to the mutual consensus of the NGO's. The first group of 100 Core Marchers were arrested and put under judicial custody within four days of beginning the March. They were detained for 14 days. A second group of Tibetan exiles resumed the March two days after the arrest on 15th March. Both groups of Marchers were reunited in Chandigarh and walked to New Delhi together.

The Marchers will resume their march as early as 5:00am tomorrow. They are confident of reaching the borders in the next two months.

Comissão do Congresso Americano para verificação dos direitos humanos na China

A Comissão Executiva e do Congresso Americano sobre a China foi criada em outubro de 2000 para monitorar os direitos humanos e o estado de direito na China, e para apresentar um relatório anual ao Presidente e ao Congresso americanos. Consiste de nove senadores, nove deputados e cinco funcionários sêniores da administração federal indicados pelo Presidente americano. Veja a página da Comissão:
http://www.cecc.gov/
Veja também a última newsletter da Comissão, em pdf:
http://cecc.gov/pages/general/newsletters/CECCnewsletter20080404.pdf

18 Abril, 2008

Seleção das últimas notícias - 18 de abril (em inglês)

ARRESTS & CRACKDOWN
Over hundred Tibetans arrested in Rebkong County (TCHRD)
Over 100 Tibetans, including monks and lay people, were arrested on Thursday by the Chinese security forces for protesting in Rebkong County (Ch: Tongren), Malho TAP, Qinghai Province. Initially 22 monks from Rong Gonchen Monastery staged a peaceful demonstration in Rebkong County market calling for the release of three previously arrested monks. Chinese armed security forces arrested the demonstrating monks. When news of the monks' arrest reached Rong Gonchen Monastery, 80 monks marched to the County market and were joined by lay people. Security forces beat the protestors and arrested around a further 80 monks and lay people.
http://www.tchrd.org/press/2008/pr20080417a.html

New arrests in Tibetan areas of western China (AP)
AP reports on Rebkong County (Tongren) protests and arrests on Thursday. Quotes TCHRD. Also quotes from local hotel receptionists reached by phone who confirmed the protest, saying a crowd had gathered near the local county government offices. "Today there's no more protests. Those people were all seized," said one receptionist. A woman at another hotel put the number of protesters in the dozens and said the local monastery of Rongwo had been closed to visitors.
http://tinyurl.com/4dcsmh
Raid on Labrang Monastery: monks taken away as climate of fear prevails (ICT)
On April 14-15, just days after a protest by monks in front of a group of Western journalists, a large number of armed police arrived at Labrang Monastery in Sangchu County, Gannan, Gansu Province and took an unknown number of monks into custody. According to one source, armed troops are now deployed "in every corner of the monastery" and have searched all of the monks' quarters.
http://www.savetibet.org/news/newsitem.php?id=1291

China closes down Taktsang Lhamo Kirti Monastic School (TCHRD)
On 8 April the Chinese authorities closed indefinitely the school run by Taktsang Lhamo Kirti Monastery in Dzoge County, Ngaba TAP, Sichuan Province. The primary reason for its closure was cited as the participation of students in the 15th March protest at Dzoge County headquarters.
http://www.tchrd.org/press/2008/pr20080417b.html
Aggressive anti-Dalai Lama campaign in Kham; imminent food shortages (ICT)
ICT report on the stepping up of the anti-Dalai Lama campaign in Karze, Sichuan Province (Kham), where there are reports of further protests and suppression. In Kham there are fears for the harvest as the security sweep has left farming land untended. The authorities have also threatened to destroy Tongkor Monastery unless local monks return following the protests on 3rd April.
http://www.savetibet.org/news/newsitem.php?id=1292
TORCH RELAY
Olympic sponsors pull out of Japanese flame relay (The Times)
Coca-Cola, Lenovo and Samsung, three of the biggest global sponsors of the Beijing Olympics have pulled-out of next week's Japanese leg of the torch relay amid mounting fears of violent anti-Chinese protests. Coca-Cola said that it had decided that it was no longer realistic to operate a private vehicle under the "maximum security" environment of the Japanese leg. Lenovo said that it had pulled-out because of budgetary constraints. Samsung said that it had been warned by the committee organising the Nagano leg of the relay against the torch motorcade becoming too long.
http://www.timesonline.co.uk/tol/sport/olympics/article3771039.ece

Torch lands in Bangkok (Reuters)
The Olympic torch landed amid tight security in the Thai capital on Friday. Planned demonstrations in Bangkok will not face any opposition from police as long as they remain orderly, Thai Olympic chief General Yuthasak Sasiprapa said.
http://www.reuters.com/article/GCA-Olympics/idUSSP11894820080418

Japan temple rejects torch relay (BBC)
Zenkoji Temple, a major Buddhist temple in the city of Nagano, has withdrawn from plans to host Japan's opening stage of the Olympic torch relay. The temple had been due to serve as the starting point for the parade on 26 April. An official said the monks were worried about safety but also linked the decision to concern over recent unrest in Tibet.
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/7353809.stm
Reports from the New Delhi leg of the torch relay:
- Olympics-India stage-managed torch relay meets protests (Reuters)
http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSSP118948
- Heavy security for torch in Delhi (BBC)
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/south_asia/7351713.stm
- Big security for small Tibet protest (BBC)
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/south_asia/7352243.stm
- Police Brutality after the Olympic Torch Relay against Unarmed Protestors (Phayul)
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20761
- Blood stained Olympic torch runs in New Delhi (Phayul)
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20739
- Torch for Tibet: The Parallel Olympic Relay (Phayul)
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20733
OLYMPICS
China's Olympic torch defender speaks out (AP)
Jin Jing, the Chinese wheelchair athlete from the Paris torch relay, has given a press conference to foreign journalists. From the report: Jin seems overwhelmed by the publicity and said she still doesn't understand why protesters wanted to take the torch. She said she had never heard that some Tibetans want independence from China. "I don't pay attention to politics," she said. A publicity agent from torch relay sponsor Lenovo Group was by her side and whispered to her at least once about the Tibet-related questions. She repeated the Chinese government's position on the issue - "Tibet has always been a part of China" - and when asked if she had considered the Tibetans' point of view, the Lenovo minder sitting next to her whispered sharply. "Everyone has their own point of view," Jin said. But she added, addressing the protesters, "Your actions are wrong."
http://tinyurl.com/4btw3h

Road to Beijing: 2008 Olympics (Reuters)
Reuters special page on events leading up to the Games. Includes time-line of the global relay with links to relevant articles and video footage.
http://www.reuters.com/news/sports/2008olympics
POLITICAL
Japan urged China to improve Tibet problem (AP in Phayul)
Japan's Foreign Minister Masahiko Komura told his visiting Chinese counterpart, Yang Jiechi, that Beijing should exercise more transparency in its crackdown on restive Tibetans and should try dialogue with them. Hu JIntao is due to visit Japan on May 6, the first such trip by a Chinese president since Jiang Zemin in 1998.
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=20745
CHINESE PROPAGANDA
Tibetan names change with the times (Xinhua)
Xinhua report which says that unlike elder generations, young Tibetan parents are choosing names for their children with "Chinese characters that both reflect the sound of the Tibetan name and have real meanings in Mandarin".
http://news.xinhuanet.com/english/2008-04/17/content_7997118.htm
Double act, old trick behind Tibet chaos (Xinhua)
Xinhua pick up on the www.german-foreign-policy.com website report about Friedrich Naumann Foundation and other "anti-China forces".
http://news.xinhuanet.com/english/2008-04/18/content_7999101.htm
OPINION
The new Olympic sport: China bashing (The Times)
Mick Hume says that China is blamed for everything from human rights abuses to pollution and rising food prices. "The bid to humiliate China, however, is in a class of its own. It has become a one-size-fits-all political gimmick for anybody who wants to promote any cause anywhere in the world."
http://tinyurl.com/53ytpy
http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/mick_hume/article3768155.ece
MISCELLANEOUS
Nepalese police detain 500 Tibetan protesters (AP)
Over 500 Tibetan exiles were detained by Nepalese police following at least three separate protests near the Chinese Embassy in Kathmandu on Thursday. A police spokesperson said the Tibetans had not been charged, and that authorities were awaiting orders from top government officials on how to handle them. (Note: Phayul reports that all protestors were released by 11pm.)
http://tinyurl.com/3w
l44w
China state media seeks to contain nationalist anger (Reuters)
Following demands from Chinese citizens to boycott French-made goods, the Chinese Government, via Xinhua, have called for "patriotic zeal to concentrate on [economic]development" rather than boycotting foreign companies. However, it referred to the boycott calls as an "unadorned expression of patriotic zeal and a sincere demonstration of public opinion."
http://www.reuters.com/article/newsOne/idUSPEK27931220080418
China online: Tibet and torch reaction (BBC)
BBC summarises some of the recent trends and reactions from Chinese bloggers and internet forums on events in Tibet and the protests disrupting the torch relay.
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/7347821.stm

Geshe Sonam Phuntsok, uma figura religiosa popular, falece em Kardze
(em inglês)



Geshe Sonam Phuntsok
Geshe Sonam Phuntsok (TCHRD File Picture)
The Tibetan Centre for Human Rights and Democracy (TCHRD) received confirmed information that, Geshe Sonam Phuntsok, a former political prisoner who spent five years in prison for his religious activities and for conducting a long life prayer ceremony for the Dalai Lama in October 1999, passed away on 5 April 2008 in Kardze after a prolong battle with multiple illnesses following a lengthy imprisonment and maltreatment in the prison.
As per the earlier information received by the TCHRD, Geshe Sonam Phuntsok, popularly known as Kardze Geshe, was in poor health for the long period of time since his release from Chuandong no. 3 Prison in Tazhu County in October 2004. Geshe Sonam Phuntsok, 57 year-old, was a hugely popular religious figure particularly in Kardze. Since his release from prison in October 2004, Geshe Sonam Phuntsok was put under virtual house arrest as movements outside his residence were severely restricted that Geshe has to seek official permission even for any medical treatment. His activities particularly in religious spheres were under constant surveillance from the authorities.
TCHRD mourns the death of Geshe Sonam Phuntsok, a popular religious figure of Kardze and considers his untimely demise as a direct result of the lengthy imprisonment, maltreatment in the prison and lack of timely medical attention after release along with constant mental harassment that he has to undergone till his last breath.

Background

Geshe Sonam Phuntsok was born in 1951 in Choesa Village, Shusar Township, Rongbatsa District, Kardze County, Kardze "Tibet Autonomous Prefecture" ('TAP'), Sichuan Province. Early in his childhood, he was ordained as a monk and at the age of 18 he received sacred initiation and other religious teachings from eminent Buddhist masters. In the 1980s he taught Tibetan literature to monks from 35 different monasteries. He also recorded historical descriptions of 13 monasteries in Kardze "TAP". Geshe was based at Dhargay Monastery in Rongbatsa District but often traveled to monasteries and remote villages throughout Kardze County to conduct religious ceremonies and teachings. In 1996, Geshe travelled to India to visit holy places for pilgrimage. He met with the Dalai Lama as part of his pilgrimage during that time. Geshe Sonam Phuntsok returned to Tibet and continued to conduct religious ceremonies for nearly three years thereafter.

Arrest

Geshe Sonam Phuntsok along with two other monks, Sonam and Agya Tsering of Kardze Dargay Monastery were arrested at gunpoint on 25 October 1999 by a team of around 20 Kardze County Public Security Bureau (PSB) officials on suspect of having "clandestine contacts" with the exile Tibetan Government. Geshe was barely clothed and barefooted at the time of arrest. He had prior to his arrest, initiated a long-life prayer offering for His Holiness the Dalai Lama. In an address he made around that time, he praised His Holiness the Dalai Lama and advised the people to follow his preaching. Aware of the consequences for such an action, he even told the public that he did not regret anything.
On 31 October 1999, around 3000 local Tibetans gathered infront of Rongbatsa Government Office and demanded his immediate and unconditional release. A large crowd comprising of Tibetans from neighbouring counties also demanded the release of Geshe. About 600 PSB officers and People's Armed Police ("PAP") threw tear gas shells and fired indiscriminately into the crowd to quell the protest. Many Tibetans were detained and some received imprisonment terms and monetary fines for their acts. Tsering Wangchuk, a protester died while in police custody.

Sentence

In March 2001, after a year and five months detention in Dartsedo Prison in Dartsedo County, Kardze "TAP", Kardze People's Intermediate Court sentenced Geshe to five years' imprisonment term on charges of "Inciting splittist activities among the masses", "travelling to India on an illegal document procured from Lhasa, for seeking audience with the Dalai Lama and for taking photographs with him", "illegally conducting religious ceremony on several occasions within Kardze County", and "for conducting long-life prayer ceremony for the Dalai Lama in Rongbatsa".

Ill health in prison

During two separate visits to the prison, Geshe's father and a relative were shocked to see him in a frail health. His father, Agya Phuntsok, described that Geshe was lean, semiconscious and could not move properly. In December 2001, Geshe, suffered from high fever, diarrhea, dizziness and lethargy. Although, Geshe was taken to a nearby military hospital on two occasions, kept on three IV drips and hospitalised for seven hours, it did not bring about much improvement to his health. In June 2002, it came to be known that Geshe had ulcer and low blood pressure but not life threatening one.

Release

Geshe Sonam Phuntsok was released after completing his five years prison sentence. On 26 October 2004, Chinese Public Security Bureau (PSB) Officials brought Geshe in a government vehicle to his native Rongbatsa District in Kardze County, Kardze Tibet Autonomous Prefecture ("TAP"), Sichuan. He had earlier arrived in Dartsedo County on 24 October 2004 after release from Chuandong no 3 Prison in Tazhu County and underwent medical treatment before arriving at Rongbatsa District.

(em http://www.tchrd.org/?autologin=true)

17 Abril, 2008

Cerimônia inter-religiosa e declaração conjunta pelo Tibet em Nova Iorque

Líderes religiosos de diversas denominações - budistas, cristãos, hindus, judeus, muçulmanos e dos índios americanos - e mais de 1500 participantes, inclusive tibetanos, reunidos na Igreja de S. Paul e St Andrew, em Nova Iorque, realizaram uma Cerimônia Inter-Religiosa de Orações pela Paz no Tibete. Ofereceram suas preces pelos mortos e por aqueles que continuam a sofrer com a escalada de tensões no país. Entre os organizadores da cerimônia estão: a Congregação de B'nai Jeshurun, o Interfaith Center de Nova Iorque, Jewel Heart, o Conselho Budista de Nova Iorque, o Templo do Entendimento, o Centro Aberto de Nova Iorque, o Tibet Fund e a Gere Foundation.

Veja o filme da cerimônia:

Visite o site sobre as Olimpíadas, International Campaign for Tibet

http://www.racefortibet.org/
Artigos de 1959 sobre o levante tibetano

Leia estes artigos (em inglês) na FEER (Far East Economic Review), que foram publicados à época do levante tibetano de 1959... Os recentes manifestos no Tibete ocorreram no 49o. aniversário desse evento. Na página da FEER são dadas, praticamente em primeira mão, as notícias sobre os comunicados do governo tibetano, as perdas em combate, etc. Vale a pena ler.

http://www.feer.com/features/2008/march/from-the-archives-1959-tibetan-insurgency

16 Abril, 2008

Participe de uma ação sobre a Coca-Cola para que se posicione quanto à questão dos direitos humanos no Tibete
(em inglês)

http://actionnetwork.org//campaign/tell_coke_no_torch

Repórteres sem fronteiras – press release -Jogos de Beijing – 2008

16 de abril de 2008-04-16


Coca-Cola instada a estabelecer um compromisso com os direitos humanos na China e no Tibete, no seu encontro anual de acionistas

Pedido a todos os patrocinadores: que assinem uma declaração de responsabilidade

Uma representante dos Repórteres Sem Fronteiras falou hoje no encontro anual dos acionistas da Coca-Cola, na cidade americana de Wilmington, Delaware, pedindo à companhia, que é patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Beijing, que clarifique suas linhas de conduta e políticas na China. A organização pela liberdade de imprensa está conclamando todos os patrocinadores a assinarem uma declaração de responsabilidade em que assumem demonstrar claramente seu “compromisso com os direitos humanos.”

Outros membros da organização Repórteres Sem Fronteiras aguardavam do lado de fora do encontro para conversar com os participantes sobre a situação da liberdade de expressão na China.

“Tornamo-nos acionistas da Coca-Cola para fazer com que os acionistas, executivos e consumidores de um dos principais patrocinadores da Olimpíada se tornem conscientes do problema dos direitos humanos e liberdades na China e no Tibete,” disse a Repórteres Sem Fronteiras. “A Coca-Cola e as outras companhias que financiam os Jogos Olímpicos têm um papel a desempenhar no sentido de assegurar o respeito pela Carta Olímpica que assinaram.”

“Como o significado político destes Jogos está agora evidente para o mundo inteiro, a Coca-Cola não pode mais ficar calada sobre as violações de direitos humanos no Tibete e a repressão de dissidentes na China. É perfeitamente legítimo fazer negócios na China, mas a Coca-Cola e os outros patrocinadores também têm o dever de promover atividades nesse país que apóiem os valores olímpicos de dignidade humana e desenvolvimento em harmonia.”

A Repórteres Sem Fronteiras acrescentou: “Na declaração que propomos a todos os patrocinadores, pedimos a eles que tomem uma posição em favor da liberdade na China, e que criem um fundo de apoio às famílias dos prisioneiros políticos.”

A porta-voz da Repórteres Sem Fronteiras que interveio hoje durante a reunião anual dos acionistas foi a representante da organização nos Estados Unidos, Lucie Morillon. Referindo-se à declaração proposta aos patrocinadores da Olimpíada, ela conclamou os executivos da Coca-Cola a tomar publicamente uma posição sobre as violações de direitos humanos e livre expressão cometidas pelo país-sede destes Jogos de Verão.

“Vocês não pensam que a repressão na China e no Tibete é um perigo potencial para a imagem da Coca-Cola no mundo?” perguntou Morillon. “Se vocês não fizerem nada para apoiar os direitos e liberdades, a Repórteres Sem Fronteiras examinará a possibilidade de pedir aos consumidores que realizem protestos,” acrescentou.

O CEO da Coca-Cola, Neville Isdell, respondeu que a companhia apóia a liberdade de imprensa no mundo inteiro, mas que teria que ler a declaração antes de tomar posição.

Petições pelo Tibete:

http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/

http://www.getup.org.au/campaign/StandUpForTibet&id=316

http://www.petitiononline.com/tibete01/petition.html
Richard Gere fala na Vigília em San Francisco - EUA - 08 de abril de 2008:

15 Abril, 2008

Veja este filme da campanha de apoio ao Tibete:


14 Abril, 2008

Assista a cobertura da visita de Dalai Lama à Seattle:

Imagens da TV Kiro. Mais informações disponíveis, clique aqui.

Dalai Lama ensina crianças e jovens as "Sementes da Compaixão":

13 Abril, 2008

Se a violência aumentar, renuncio – diz o Dalai Lama em Seattle

WASHINGTON, 13 ABR (ANSA) - O líder espiritual Dalai Lama disse hoje em Seattle, Estados Unidos, que renunciaria ao cargo se a violência no Tibete "escapar do controle".
"Se a violência sair do controle minha opção seria renunciar", afirmou hoje Dalai Lama em uma coletiva de imprensa em Seattle.
"Se a maioria das pessoas optasse por ações violentas, então deveria renunciar", continuou.
O líder espiritual do Tibete, que é contra protestos violentos contra a Tocha Olímpica, visita Seattle, onde permanecerá cinco dias.
O Dalai Lama reiterou o objetivo de alcançar a autonomia do Tibete, onde a repressão violenta dos protestos e as acusações de violações dos direitos humanos por parte da China levaram vários grupos a lançarem pedidos de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim. (ANSA)
13/04/2008 16:57

EUA afirmam preferir diplomacia a 'confronto', na questão das Olimpíadas

WASHINGTON (AFP) — O conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos, Stephen Hadley, disse neste domingo que boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim representa fugir do problema, e que a diplomacia é uma forma muito mais efetiva de pressionar a China pelos direitos humanos no Tibete.

"Acreditamos que é muito importante resolver a questão do Tibete, mas pensamos que a melhor maneira de conseguir isso é através do tipo de diplomacia que realizamos e não através do confronto que alguns preconizam", declarou Hadley para a rede de televisão Fox News.

Ele afirmou ainda que "se outros países estão preocupados com o Tibete, deveriam fazer o que nós estamos fazendo através de uma diplomacia silenciosa".

O presidente George W. Bush se encontra pressionado por organizações defensoras dos direitos humanos, alguns democratas e até mesmo membro do seu Partido Republicano para que boicote as cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Bush disse na sexta-feira que seus planos a respeitos dos Jogos "não haviam mudado".

A chanceler alemã Angela Merkel disse que não irá assistir a cerimônia de abertura, assim como o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, apesar de em seu comunicado afirmar que não pretendia ir antes mesmo do início dos distúrbios com o Tibete.

Hadley assegurou que Bush havia sido claro em que sua intenção era "mostrar seu apoio" aos atletas americanos que irão participar dos Jogos.

Dalai Lama atrai 50 mil a estádio de Seattle

Globo Online, Publicada em 13/04/2008 às 09h23m

Reuters/Brasil Online

Por Laura Myers

SEATTLE (Reuters) - Dezenas de milhares de pessoas lotaram um estádio de Seattle no sábado para ouvir o Dalai Lama, líder espiritual exilado do Tibet, que pede não violência para fazer do século 21 um "século de diálogo".

Ao som de tambores, chefes indígenas vestindo roupas de pena dançaram e os organizadores afirmaram que cerca de 51 mil pessoas -muitas com a família- ouviram o Dalai Lama falar sobre compaixão.

Sentado em uma cadeira vermelha sob um palco no campo do estádio, o líder não fez referência às recentes turbulências no Tibet nem às sugestões de que os líderes mundiais deveriam boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim neste ano. Na sexta-feira, ele afirmou que não apoia um boicote da Olimpíada e rejeitou as acusações chinesas de que orquestrou os violentos tumultos no Tibet no mês passado, em uma campanha por independência.

No sábado, a agência oficial Xinhua informou a prisão de nove monges budistas suspeitos por um ataque a bomba contra um prédio do governo chinês no Tibet.

Uma procissão cultural de mil pessoas, que vestiam roupas chinesas, japonesas, entre outras, iniciou as festividades do evento da série Sementes da Compaixão.

Em seu discurso de 45 minutos, o Dalai Lama pediu a eliminação de armas nucleares e falou sobre o papel das mulheres na disseminação da compaixão. Ele também discutiu a necessidade da não violência.

12 Abril, 2008

Sobre a reação de cidadãos chineses aos protestos

Acompanhe na BBC News:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/talking_point/7340987.stm

"GENOCÍDIO CULTURAL"

no Le Monde Diplomatique,
http://diplo.uol.com.br/2008-03,a2304#forum3279

Tibete, ameaça à China?

A recusa de Pequim ao diálogo com o Dalai Lama não tem razões econômicas: está relacionada ao impulso nacionalista e ao temor de que a revolta agudize tensões hoje contidas na China. Mas tal postura tende a radicalizar a juventude tibetana e atiçar conflitos que outras potências desejam...

Roberto Cattani

Em seu livro ‘Bestas, Homens e Deuses’, F. Ossendowsky conta um episódio por ele testemunhado em 1920, quando fugia da Revolução Russa rumo ao Tibete. Na estepe do que hoje seria o Quirguistão, um monge budista a cavalo, com o crânio raspado e a tradicional túnica amarela e roxa tibetana, atacava a galope os acampamentos do exército bolchevique, cortando as cabeças com uma espada e semeando o terror entre os soldados russos (teoricamente comunistas, mas ainda muito supersticiosos). O monge misterioso nunca foi preso, nunca foi morto, e nunca se soube quem era de verdade; mas ele se tornou uma lenda da resistência dos povos da Ásia Central à maré vencedora do que para a cultura local era “a barbárie russa” e “a abominação bolchevique”, atéia e materialista.

Pensei no relato de Ossendowsky lendo a notícia que dias atrás alguns jovens tibetanos atacaram a cavalo, armados de espadas (!), os soldados chineses que sitiavam o mosteiro Bumying, no Sichuan (uma das quatro províncias chinesas que faziam parte do Tibete pré-1950, nas quais ainda vivem muitos tibetanos), um dos que hastearam a bandeira do Tibete livre. Não pode ser coincidência. Esses jovens decidiram reencarnar o lendário monge vingador. O passado não morreu no Tibete, ele está bem presente e vivo. Da mesma forma que o opressor contra o qual lutar é no fundo o mesmo, o imperialismo militar e cultural da Rússia e da China, os grandes vizinhos que cercam a Ásia Central. A ideologia (pelo menos teórica) que os russos usavam e os chineses ainda usam para justificar a invasão ainda é a mesma, a "ditadura do povo" (do povo dominante, do ponto de vista étnico, para usar as categorias gramscianas).

Também não é coincidência que a linguagem usada pelo governo chinês para atacar o Dalai Lama seja a mesma retórica de milênios atrás. “Um lobo vestido de monge”, “um monstro com cara humana, mas coração de fera”, parecem definições bastante improváveis e até ridículas para se referir ao Dalai Lama — mas é assim que o chamou Zhang Qingli, secretário comunista de Lhasa, em resposta aos apelos ao diálogo do líder espiritual em exílio. “As autoridades chinesas e tibetanas ligadas ao regime chinês precisam criar um inimigo transformando a imagem de um campeão de moderação, como o Dalai Lama, num ser mítico hediondo, sem nenhum nexo com a realidade", escreveu em Foreign Affairs Song Yongyi, professor de História da China moderna da universidade da Califórnia. Para conseguir fazer isso, avalia, "eles acabam utilizando o velho vocabulário maoísta, que por sua vez já era derivado de uma mistura de invectivas da tradição popular chinesa e de retórica do marxismo clássico. Parece até que voltaram para a época sombria da Revolução Cultural”.

Genocídio cultural quer dizer, hoje, hipermercados (chineses), bancos (chineses), eletrônica (chinesa), restaurantes e hotéis (para chineses) invadindo as cidades tibetanas

O Tibete deveria ter sido tombado por inteiro há décadas, pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade. Seus mosteiros guardavam um imenso tesouro de fé, sabedoria e práticas religiosas que foi saqueado, dispersado e sistematicamente destruído pelos ocupantes maoístas durante décadas. O pouco que sobra hoje é minado pela modernização forçosa e sub-reptícia. Genocídio cultural quer dizer hoje as barulhentas comitivas de turistas chineses, vulgares e arrogantes, visitando como um lugar exótico o Palácio Potala, antigo mosteiro-mor e residência oficial do Dalai Lama e outros lugares sagrados do budismo tibetano. Quer dizer também hipermercados (chineses), bancos (chineses), eletrônica (chinesa), restaurantes e hotéis (para chineses) invadindo as cidades tibetanas. Quer dizer a ferrovia recém-inaugurada entre Pequim e Lhasa, na qual, além dos trens de carga, deverá viajar “o trem mais luxuoso do mundo”, segundo a propaganda, com “suítes cinco estrelas” para os turistas globais. Um detalhe: os vagões serão blindados, com vidros a prova de bala. Nunca se sabe...

Talvez só a Vaticano contenha um patrimônio cultural-religioso comparável aos tesouros guardados antigamente nas gigantescas lamaserias da Himalaia, onde milhares e milhares de monges produziam e conservavam obras-primas. A diferença é que o Tibete era − e só em parte ainda é − um país inteiro que vivia exclusivamente em função de seu sistema religioso, para sustentá-lo e eternizá-lo, sistema que proporcionava ao Tibete uma unidade fortíssima e identidade cultural milenária. Por isso mesmo, os chineses aplicaram-se, desde 1950, a destruir 70% dos mosteiros e matar metade dos monges tibetanos, obrigando finalmente o Dalai Lama ao exílio graças a uma fuga aventurosa, depois de muitas ameaças. Por isso, o Dalai Lama é a maior autoridade religiosa tibetana, e ao mesmo tempo seu único grande líder político.

O budismo, a cultura oriental e a cultura do mundo todo perderam no saque do Tibete. Mas a comunidade internacional não mexeu um dedo — assim como não nada fez na Armênia, em Biafra, Ruanda, e continua não fazendo no Darfur, etc. Vender Mercedes e Windows para os chineses é bem mais prioritário.

O paradoxo do risco que os chineses estão correndo diante da opinião pública internacional, às véspera dos Jogos Olímpicos, é que o Tibete é um país onde há pouquíssima gente, só montanhas e desertos, e praticamente nenhuma riqueza conhecida — a não ser o imenso patrimônio cultural-religioso. É puro imperialismo nacionalista. Os tibetanos são hoje 6 milhões, para um território do tamanho da Europa. Na época da ocupação chinesa, em 1950, eram 5 milhões: os chineses mataram 1,2 milhões, anexaram à China um terço do Tibete e ocuparam o resto, empossando um regime fantoche de comunistas tibetanos. Hoje, o Tibete representa 28% do território chinês, enquanto os tibetanos representam 0,5% da população.

Da brutalidade no Tibete transparece o temor do governo, de que a religião possa se tornar o estopim de reivindicações dentro da própria sociedade chinesa

Contudo, na China há, sem contar os tibetanos, 150 milhões de budistas maaiana devotos, que podem praticar seu culto com relativa liberdade, desde o fim oficial do maoismo. Da brutalidade no Tibete transparece o temor do governo chinês de que a religião possa se tornar o estopim de reivindicações dentro da própria sociedade chinesa. Como acontece cada vez mais em outras partes do mundo, a fé e o movimento político-religioso passariam a ser a base para uma demanda de alternativa social. É interessante lembrar que em 1979, no auge da abertura pós-maoista do regime chinês, Deng Xiaoping convidou para uma visita oficial no Tibete o irmão do Dalai Lama, para iniciar um diálogo. A chegada do irmão do líder bastou para desencadear um entusiasmo delirante na população tibetana. As manifestações de acolhida logo se transformaram em passeatas nacionalistas anti-chinesas, aos gritos de "Tibete independente" e "Fora os chineses".

O diálogo com o Dalai Lama congelado até hoje. Foi o atual presidente da República Popular da China, Hu Jintao, então governador justamente do Tibete, quem esmagou, em 1989, com um massacre, outro levante nacionalista, três meses antes dos protestos na praça Tienanmen. A incapacidade de qualquer abertura ao diálogo com o Dalai Lama e com a sociedade tibetana não-subserviente é um sinal de nervosismo − e, no fundo, de fraqueza − do regime chinês, amplificado pela proximidade dos Jogos Olímpicos.

“Há uma discriminação clara dentro do Tibete: em sua própria terra, os tibetanos são tratados como cidadãos de segunda classe. É uma situação muito negativa, que as autoridades locais endureceram mais ainda nos últimos tempos. Os monastérios são cerceados com restrições crescentes e os monges têm até que passar por uma reeducação política. Pelo que sabemos, através dos tibetanos que se refugiam no exterior, 95% da população tibetana está muito, muito ressentida e magoada”, afirmou há duas semanas o Dalai Lama.

Os tibetanos acompanharam os acontecimentos da revolta no Myanmar no ano passado com uma participação que beirava a identificação: as destemidas iniciativas dos monges budistas birmaneses serviram de choque despertador e depois de exemplo para a parte mais revoltada da sociedade tibetana. Há meses, justamente depois da revolta no Myanmar, a repressão chinesa foi intensificada, com prisões, torturas e deportações de monges fiéis ao Dalai Lama. Qualquer tomada de posição do líder budista, no sentido de um apelo à revolta − ou mesmo só à resistência social − repercutiria para muito além das fronteiras tibetanas, no interior da China, onde a religião tem de novo uma presença muito forte, depois de décadas de quase aniquilação. Mas o próprio Dalai Lama insiste em preferir o caminho da não-violência, tentando tratar com as autoridades chinesas que o desprezam publicamente.

Parte dos estudantes tibetanos escolheu claramente a resistência passiva, com passeatas e sit-in. Outra, radicalizada e materialista, não considera mais necessariamente o Dalai Lama como o guia

Não é impensável que justamente a moderação do Dalai Lama (em confortável exílio na Índia), perante os odiados Han [1] e sua humilhação como símbolo do Tibete tenham exacerbado, entre os mais revoltados jovens tibetanos, a tentação de lançar uma "intifada budista". Uma parte dos estudantes tibetanos escolheu claramente a resistência passiva, com passeatas e sit-in, em resposta aos apelos do Dalai Lama. Outra − uma porção importante, pelo que tudo indica − não considera mais necessariamente o Dalai Lama como o guia. As novas gerações, crescidas debaixo da opressão chinesa sem conhecer o período da independência, o vêem como uma voz longínqua e não uma presença atuante na realidade do Tibete. Os jovens tibetanos de hoje foram educados em escolas e faculdades onde a religião é constantemente criticada e negada: apesar do ódio contra os chineses, eles foram inevitavelmente influenciados pela mentalidade materialista e modernizadora imposta pelo regime regional pro-chinês liderado por Qiangba Puncog.

“Não nós revoltamos contra a ocupação por ordem do Dalai Lama. Somos a expressão da vontade popular. Esta é a luta dos tibetanos contra a ocupação ilegal chinesa, e essa luta nada tem a ver com as ofertas de paz e diálogo do Dalai Lama”, escreveu uma mão desconhecida numa mensagem discretamente entregue por um monge a um membro de uma ONG internacional expulso do Tibete. Poderia ser uma forma de preservar o Dalai Lama das acusações chinesas, mas é mais provável que seja mesmo o sinal de uma cisão dentro da sociedade tibetana, uma ‘guerra de gerações’ como já aconteceu na Palestina entre OLP e Hamas (com a diferença fundamental que os velhos são ligados à religião e os jovens são contra, ao oposto dos palestinos). É por isso que o próprio Dalai Lama se diz incapaz de impedir ou controlar os protestos atuais; essa impotência é um dos elementos novos da crise atual.

Críticas ao Dalai Lama, e principalmente ao seu programa de "autonomia limitada" do Tibete, sob a tutela armada chinesa, foram formuladas abertamente por Tsewang Rigzin, 37 anos, líder do Congresso Juvenil Tibetano (TYC), que prega a independência total da China, como antes de 1950. Rigzin ideou e lidera a marcha de protesto dos tibetanos em exílio na Índia rumo ao Tibete, que deve concluir-se dentro de três meses (logo antes das Olimpíadas), sem que ninguém saiba até onde poderá chegar e o que acontecerá com ela.

O perigo imediato é a deslegitimação da autoridade do Dalai Lama − deslegitimação interna mais do que internacional. O resultado (lembrando-se o início do artigo) poderia ser o nascimento de uma guerrilha urbana tipo Intifada, ou outra inspirada mais nos Talibãs, desfrutando o labirinto de montanhas, vales inacessíveis e cavernas da Himalaia. Uma possibilidade ainda remota, por falta de qualquer apoio internacional, pelo menos por enquanto. Se a crise perdurar, e os tibetanos se mostrarem capazes de sustentar sua rebelião durante alguns meses (digamos, até os Jogos Olímpicos), o apoio (clandestino e secreto) poderia surgir e crescer. Índia, Rússia e Estados Unidos adorariam ver os chineses embrenhados numa custosa e impopular luta anti-guerrilha, como eles próprios enfrentam na Cachemira, na Tchetchenia e no Afeganistão. Seria uma excelente ocasião para observar a força real das forças armadas chinesas. O povo tibetano e seu genocídio cultural são um mero detalhe no brave new world globalizado.

[1] Os Han são a etnia dominante na China. Chamar a todos de "chineses" é o mesmo tipo de generalização de quando se usava o termo "russos" para indicar os habitantes da União Soviética toda.

11 Abril, 2008

Investimento massivo no Tibete gera poucos resultados
11/04/2008

Na seqüência dos distúrbios, Pequim se apressou em alardear sua política de desenvolvimento para a região. Mas o que se vê são grandes despesas, ineficiência e exclusão social.

O governo chinês vem defendendo o sucesso dos subsídios e subvenções maciços destinados ao crescimento econômico do Tibete. De fato, a economia tibetana dobrou de tamanho entre o ano 2000 e 2005, mas isto foi impulsionado pelo rápido crescimento do setor terciário, que inclui o governo e o aparato partidário, e por um "boom" de obras de infra-estrutura. Para a China, o custo de manter o Tibete como um estado-patrocinado tem sido muito elevado.

Em 2001, por exemplo, para cada renminbi -- a moeda chinesa -- gerado pelo crescimento do Tibete, o governo chinês investiu 2 renminbi. Só naquele ano os gastos estatais aumentaram 75%. Além disto, este modelo vem ampliando as divisões no seio da sociedade tibetana: enquanto os funcionários do governo e do partido enriquecem, a grande maioria dos tibetanos permanece na pobreza.



Leia também artigo do jornal The Economist - "Skewed gains -- Massive Chinese investment in Tibet produces few results"
HACKERS INVADEM SITE DO GOVERNO TIBETANO NO EXÍLIO
Da France Presse


NOVA DÉLHI, 11 Abr 2008 (AFP) - Hackers invadiram e bloquearam o acesso ao site oficial do governo tibetano no exílio na Índia nesta sexta-feira, de acordo com oficiais do Tibete. No site, www.tibet.net constava apenas o aviso "blank" (em branco) ou links para outros sites relacionados ao Tibete, através da ferramenta de busca Google. O site, construído há quatro anos, continha muitas declarações anti-China desde 10 de março, quando Pequim ordenou a repressão de motins que se alastraram por Lhasa, capital do Tibete. Além disso, o site também publicou declarações do líder espiritual Dalai Lama e tibet.net se tornou um fórum de apoio aos exilados para que se oponham às Olimpíadas de Pequim em agosto. Um porta-voz do Dalai Lama avisou que o líder em exílio está a par do bloqueio do site, que coincidentemente ocorreu um dia após os jornais indianos divulgarem a invasão de servidores de internet da missão diplomática indiana em Pequim. "Não estamos surpresos, isso também aconteceu há alguns anos atrás", afirmou Tenzin Takla, o porta-voz do Dalai Lama, por telefone direto de Dharamshala, cidade ao norte da Índia onde o governo tibetano em exílio está. "A intenção dos hackers é assegurar que nossa informação não seja divulgada", disse Takla, que não quis apontar culpados.
Por outro lado, tibetanos no exílio suspeitam que o site foi invadido pelos chineses. "Quem mais, a não ser a China, poderia ter destruído nosso site?" acusou um aluno tibetano.
Muitos dos tibetanos refugiados são jovens e indignados com a situação dos direitos humanos no Tibete, têm organizado uma forte campanha anti-China. No mês passado eles invadiram a embaixada chinesa em Nova Délhi, apesar dos apelos feitos pelo Dalai Lama para manter os protestos pacíficos.
Os exilados garantem que mais de 150 pessoas morreram devido à repressão chinesa aos protestos. Em resposta, Pequim afirmou que os "protestantes" mataram 20 pessoas.

China nega pedido de visita da ONU ao Tibet em abril



Por Stephanie Nebehay


GENEBRA (Reuters) - A China recusou um pedido de visita de Louise Arbour, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos. Ela queria visitar o Tibet neste mês para avaliar a questão dos protestos anti-China nos quais pelo menos 19 pessoas morreram, disse seu porta-voz nesta quinta-feira.

"As autoridades chinesas responderam... e disseram que não seria conveniente neste momento", disse o porta-voz Rupert Colville à Reuters.

"Entretanto, eles disseram que ela seria bem-vinda mais tarde, em uma data que fosse conveniente para ambos", disse ele. Arbour fez o pedido há duas semanas, diante da instabilidade na região e dos relatos de assassinatos e prisões em massa.

Os protestos de tibetanos e a repressão chinesa no Tibet influenciaram manifestações durante o revezamento da tocha olímpica em Paris, Londres e São Francisco. A Olimpíada de Pequim começa no dia 8 de agosto.

Arbour, ex-promotora de crimes de guerra da ONU e juíza da Suprema Corte canadense, planejava ir ao Tibet no meio de abril, para avaliar a situação depois da série de protestos de monges budistas e das revoltas em Lhasa no dia 14 de maio, disse o porta-voz.

A China diz que 19 pessoas morreram nos protestos, mas assistentes do Dalai Lama, o líder espiritual exilado do Tibet, dizem que foram 140 mortos no Tibet e nas províncias vizinhas com grande número de tibetanos.

Separadamente, seis investigadores de direitos humanos da ONU pediram que a China seja moderada e permita que jornalistas e especialistas independentes tenham acesso ao Tibet e regiões vizinhas atingidas pela violência.

Mais de 570 monges, incluindo algumas crianças, foram presos em março, quando as forças de segurança chinesas fizeram ataques repentinos a monastérios nos municípios de Ngaba e Dzoge, no Tibet, disseram eles em um comunicado conjunto na quinta-feira.

Os investigadores da ONU têm mandato global para averiguar denúncias de tortura, matanças, detenções arbitrárias e questões de minorias, assim como restrições à liberdade de opinião, expressão e religião.

Pilotos de MotoGP examinam possibilidade de realizar protesto pelo Tibete

Sexta, 11 de abril

MILÃO, 11 de abril (Reuters) – Pilotos de MotoGP estão considerando realizar um protesto no Grand Prix chinês, em maio, sobre a repressão no Tibete.

O ex-campeão mundial Valentino Rossi, da Itália, disse que os pilotos se encontrariam para decidir se devem protestar no próximo Grand Prix em Shanghai, no dia 4 de maio. “O mundo inteiro está com o Tibete,” disse o piloto da Yamaha.

“Mas precisamos ter cautela, senão eles prenderão todos nós.”

O tratamento dado pela China aos participantes dos protestos no Tibete causou alarme em todo o mundo, e o revezamento da tocha olímpica foi objeto de demonstrações em Londres, Paris e São Francisco.

Alguns políticos falaram também em boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto.

Loris Capirossi, da Suzuki, disse que os pilotos estava considerando alguma forma de demonstração.

“Eu apóio o Tibete 100 por cento . Sabemos que fazer demonstrações contrárias ao regime chinês é perigoso, mas vamos ver se podemos fazer alguma coisa,” disse Capirossi aos repórteres antes do Grand Prix português, ocorrido domingo no Estoril.

(Tradução livre do inglês; relatado por Mark Meadows; editado por Peter Rutherford)

Dalai Lama diz apoiar os Jogos e critica violência

Por Chisa Fujioka

NARITA, Japão (Reuters) - O Dalai Lama, líder espiritual tibetano no exílio disse na quinta-feira que apóia os Jogos Olímpicos de Pequim e se opõe aos protestos violentos que atrapalharam o revezamento da tocha olímpica em várias partes do mundo.

"O povo chinês realmente merece sediar a Olimpíada", disse ele a jornalistas no Japão. "(Apesar) dos recentes eventos infelizes no Tibet, minha posição não muda."

Mas o uso da violência pela China é uma forma antiquada de suprimir as tensões no Tibet, disse o Dalai durante uma rápida parada em seu caminho para os Estados Unidos, onde fará uma viagem de duas semanas que ele afirma que não terá caráter político.

O Dalai Lama disse aos jornalistas que enviou uma mensagem aos tibetanos em San Francisco, por onde o revezamento da tocha passou na quarta-feira.

"Enviei uma mensagem aos tibetanos na região de San Francisco, por favor não façam nenhuma ação violenta", disse, antes de acrescentar: "Ninguém tem o direito de dizer 'cale-se"'.

A tocha olímpica foi um imã para protestos em Londres e Paris e a única parada da tocha na América do Norte se tornou um jogo de esconde-esconde, com autoridades de San Francisco mudando a rota de passagem da tocha.

A China responsabiliza o Dalai Lama e pessoas ligadas a ele pelos protestos liderados por monges no Tibet no mês passado que se tornaram violentos.

O Dalai Lama nega as acusações e afirma que a China deveria mudar sua abordagem em relação ao Tibet.

"A hora para o governo chinês aceitar a realidade e tentar achar uma solução condizente com a realidade chegou", disse ele em entrevista coletiva perto de Tóquio.

10 Abril, 2008

Legisladores dos EUA pedem à China fim da repressão ao Tibete

da France Presse

A Câmara de Representantes (deputados) dos EUA aprovou nesta quarta-feira uma resolução que pede à China o fim de sua repressão aos protestos no Tibete, assim como que inicie um diálogo direto com o dalai-lama.

A resolução, apresentada pela presidente da casa, a democrata Nancy Pelosi, também pede que se permita a entrada de observadores independentes, jornalistas e pessoal médico no Tibete, assim como a libertação de todos os tibetanos presos por expressões não violentas de suas idéias políticas.

"Já faz tempo que Pequim deveria reexaminar sua fracassada política de atacar e demonizar o dalai-lama, e mostrar para o mundo que pode ter discussões civilizadas como uma potência mundial responsável", disse Pelosi, antes que o texto da resolução fosse aprovado por 413 votos a um.

(Folha Online, quinta 10 de abril de 2008)

Tibetanos fazem protesto para jornalistas

Com gritos de "liberdade" e "longa vida a Dalai Lama", monges criticam o governo chinês

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Gansu. Tibete

Cerca de 50 monges tibetanos receberam nesta quarta-feira no monastério de Labrang, província de Gansu, com gritos de "liberdade" e "longa vida a Dalai Lama", os jornalistas que participam da segunda visita ao Tibete organizada pelo governo chinês. Um dos jornalistas que fazia parte da comitiva informou que muitos dos monges, em sua maioria jovens, choravam e que, após terem falando por cerca de dez minutos, foram afastados, aparentemente de forma pacífica, por outros monges e por agentes da polícia.

A tocha olímpica, por sua vez, contestada em sua passagem pelas cidades de Londres e Paris, chegou nesta quarta a São Francisco, nos Estados Unidos, onde já ocorreram protestos. Entre os manifestantes estava o ator Richard Gere, amigo pessoal do líder espiritual tibetano, Dalai Lama, que marchou junto de algumas centenas de pessoas em sinal de solidariedade ao Tibete e em protesto contra a supressão dos direitos humanos na China.

O prefeito da cidade de São Francisco, Gavin Newsom, pediu para que as manifestações ocorram de modo pacífico. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, que será recebido hoje pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, expressou sua preocupação pelo prosseguimento da viagem da tocha.

O presidente da Região Autônoma do Tibete, Qiangba Puncog, reafirmou, por sua vez, que a China pretende realizar a passagem da tocha por Lhasa, mesmo com os riscos de novas manifestações.

- Estou confiante de que tudo estará tranqüilo, assumo a completa responsabilidade - declara Puncog.

(em http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL393867-10122,00-TIBETANOS+FAZEM+PROTESTO+PARA+JORNALISTAS.html )

Veja a cobertura da CNN sobre o protesto dos monges de Labrang (9 de abril):


Apelo urgente do Kashag

9 de abril de 2008

No comunicado à imprensa de 2 de abril, cita-se o Sr. Zhang Qingli, Secretário do Partido para a Região Autônoma do Tibete, como tendo afirmado que todos os envolvidos nos recentes “levantes” no Tibete serão julgados e sentenciados da maneira mais estrita no final de abril.

Conforme a informação disponibilizada, o Sr. Zhang Qingli, em um encontro em que compareceram os quadros comunistas em nível distrital ou superior – inclusive funcionários do governo -, declarou que a autoridade adotará quatro procedimentos rápidos que incluem ordem rápida, prisão rápida e julgamento rápido. Com isso, fica óbvio que as autoridades no Tibete pretendem exercer julgamentos rápidos e sumários, sem os procedimentos legais adequados, e levar a cabo execuções. Na verdade, dos 100 monges de Ramoche, 70 já foram presos no dia 7 de abril.

Assim, apelamos urgentemente às entidades legais internacionais e governos que ajudem a salvar as vidas daqueles que foram presos, e assegurar julgamentos legais e adequados.

Devido à restrição muito estrita aos movimentos, os tibetanos, particularmente nos monastérios, não têm conseguido obter alimentos. Assim, apelamos também por ajuda para assegurar que aqueles que estão confinados aos monastérios em que a falta de comida causa grande sofrimento, e pode até levar à morte, sejam abastecidos a tempo de provisões alimentícias e outras necessidades. Já houve, em Lhasa, uma morte devida à inanição.

KASHAG (Órgão do Parlamento Tibetano no Exílio)

Câmara de Representantes dos EUA pede à China fim da repressão no Tibete

WASHINGTON (AFP) — A Câmara de Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira uma resolução que pede à China o fim de sua repressão aos protestos no Tibete, assim como que inicie um diálogo direto com o Dalai Lama.

A resolução, apresentada pela presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, também pede que se permita a entrada de observadores independentes, jornalistas e pessoal médico no Tibete, assim como a libertação de todos os tibetanos presos por expressões não violentas de suas idéias políticas.

"Já faz tempo que Pequim deveria reexaminar sua fracassada política de atacar e demonizar o Dalai Lama, e mostrar para o mundo que pode ter discussões civilizadas como uma potência mundial responsável", disse Pelosi, antes que o texto da resolução fosse aprovado por 413 votos a 1.

O Parlamento Europeu deve pedir aos líderes da União Européia que boicotem a cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijing

Membros do Parlamento Europeu querem que a China inicie um diálogo com o líder espiritual exilado Dalai Lama em agosto. Votaram um esboço de resolução no final de quinta-feira condenando a repressão chinesa aos protestos no Tibete ocorridos no mês passado. O documento também conclama a ONU a investigar os eventos. Apesar de não ser mandatória, aumentará a pressão sobre os líderes da União Européia para que tomem medidas mais duras contra a China.

A proposta de resolução também insta a China para não usar os Jogos Olímpicos de 2008 para prender dissidentes, jornalistas e ativistas de direitos humanos com o intuito de prevenir demonstrações que seriam incômodas às autoridades.

Posição Comum

O Parlamento Europeu não tem voz direta na política externa, mas o esboço de resolução desenhado pelas seis principais bancadas na assembléia deixa claro que qualquer líder da Comunidade Européia que pretenda ir a Beijing para as Olimpíadas deveria pensar duas vezes.

Ela pede uma posição em comum da Comunidade Européia, incluindo a opção de não-comparecimento à cerimônia de abertura caso não ocorra a retomada do diálogo entre as autoridades chinesas e o Dalai Lama.

O presidente francês Nicolas Sarkozy, que representará a Comunidade Européia durante a olimpíada, deu sinais de que poderá boicotar a abertura, mas a Comunidade permanece profundamente dividida quanto a mesclar esporte e política.

Apesar do fato de que no mês passado ministros de relações exteriores da CE repetidamente manifestaram preocupação quanto aos eventos no Tibete, suas declarações não mencionaram as Olimpíadas.

Extraído com tradução livre da BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/2/hi/europe/7340119.stm

09 Abril, 2008

EUA interessados em estabelecer um consulado no Tibete
(aproximadamente 14 horas de hoje)

Washington (AFP) - O Departamento de Estado dos EUA quer estabelecer um consulado no Tibete, região em que a China até agora permitiu acesso limitado e insuficiente aos diplomatas americanos, afirmou nesta quarta-feira a Secretária de Estado Condoleezza Rice.
"Estamos examinando a possibilidade de um consulado no Tibete", disse Rice ao Comitê das Apropriações do Senado.
Os Estados Unidos "têm sido muito ativos em afirmar aos chineses que estarão muito melhor se lidarem com as forças moderadas do Tibete, como o Dalai Lama, e que deveriam abrir-se ao diálogo com ele", acrescentou ela.
Rice disse ao Comitê que os Estados Unidos "pressionaram pelo acesso consular para diplomatas dentro do Tibet. Tivemos acesso limitado, mas, francamente, não foi o suficiente."
Ao comentar a possibilidade de um consulado na capital, Lhasa, ela disse: "está na lista interna examinar quando podemos fazê-lo".
A violência irrimpeu no Tibete em 14 de março, depois de dias de protestos pacíficos em Lhasa contra 57 anos de domínio chinês, e rapidamente alastrou-se a outras partes da China habitadas por tibetanos.
Os líderes exilados tibetanos dizem que 150 pessoas foram mortas na repressão chinesa às manifestações. A China insiste que agiu com moderação e que não matou ninguém, culpando os participantes da "revolta" tibetana pela morte de 20 pessoas.
Washington repetidamente conclamou a China a agir com moderação contra os participantes do protesto e abrir diálogo com o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama.
Veja a cobertura da BBC sobre o protesto dos monges de Labrang:

08 Abril, 2008

Chineses uniformizados, protetores da Tocha Olímpica vieram de unidade responsável pela matança no Tibet
Tradução livre em português do artigo em inglês:
texto original


A Agência internacional de notícias "Reuters" divulgou relatórios da mídia estadual chinesa que identificaram os protetores da Tocha Olímpica vistos com uniformes azuis durante a caminhada em Paris e Londres.

De acordo com esses veículos de comunicação, os homens uniformizados empregados pelo BOCOG (O Comitê da Organização Olímpica Beijing) são membros escolhidos cautelosamente pela Polícia Armada (PAP) para formar a "Esquadra de Proteção da Chama" em Agosto. A esquadra é responsável pela proteção da tocha Olímpica durante a corrida de revezamento da Tocha.

A esquadra tem gerado enormes controvérsias no que diz respeito a suas duras táticas. Uma das portadores da Tocha em Londres, Konnie Huq, havia dito que ela viu quando um policial britânico empurrou as pessoas durante a caminhada em Londres. Sebastian Coe, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos 2012 Londrino, descreveu eles como "assassinos" de acordo com a Mídia Britânica


As Pessoas da Policia Armada é a força de segurança, unidade da People's Liberation Army (PLA). Ela se tornou muito ativa na repressão dos protestos no Tibet. A Campanha pela Libertação do Tibet têm recebido apoio de testemunhas oculares de que a PAP esteja envolvida nos casos de brutalidade durante em protestos recentes, abrindo fogo contra a multidão de protestantes Tibetanos em 03 de abril na província de Sichuan.

Matt Whitticase da Campanha pela Libertação do Tibet disse: "Esses tratantes acreditam que pessoas vindas da PAP são autorizadas a circular pelas ruas de Londres como todos, deixados sozinhos eles estariam autorizados a empurrar a Polícia Metropolitana.

Eles vieram da mesma unidade que atirou para matar a sangue frio uma mulher Tibetana em Nangpa-la em Setembro de 2006 e a PAP foi muito ativa nos casos de brutalidade durante em protestos recentes no Tibet, de acordo com testemunhas oculares e depoimentos recebidos pela Campanha pela Libertação do Tibet. O governo britânico deve explicar imediatamente como autorizou esta unidade a tumultuar a nossa própria polícia e se o governo soube que eles vinham da PAP quando eles estariam autorizado a escoltar a chama nas ruas de Londres."

01 Abril, 2008

Fidel afirma que há uma campanha imperialista contra a China
01/04/2008

Em artigo publicado nesta terça-feira, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou que o "imperialismo" está se empenhando em uma campanha para denegrir os Jogos Olímpicos de Pequim e desgastar a imagem da China no cenário internacional.

No artigo, intitulado "A vitória da China", Fidel critica Dalai Lama por ter elogiado os esforços de George Bush em favor da liberdade e reafirma o apoio à China em relação à crise no Tibete.

Fonte:http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15481
Fidel Castro apóia governo chinês no conflito do Tibete


Agência ANSA

Havana - Fidel Castro manifestou hoje seu apoio ao governo chinês no conflito do Tibete, criticou os elogios de Washington ao Dalai Lama, e advertiu que há campanhas montadas para "obscurecer o merecido êxito" de Pequim como organizador dos Jogos Olímpicos.

Na segunda parte de mais uma de suas "Reflexões do companheiro Fidel" -- artigos dedicados a uma "batalha de idéias" -- Fidel lembrou que Cuba "emitiu uma declaração categórica de apoio à China quanto à campanha contra ela, vinculada ao Tibete".

"Foi correta essa posição. A China respeita o direito dos cidadãos a crer ou não crer. Há, nesse país, grupos de fiéis muçulmanos, cristãos católicos e não católicos e de outras crenças, e dezenas de minorias étnicas, cujos direitos estão garantidos em sua Constituição", escreveu.

Fidel se afastou de seus cargos de presidente do Conselho de Estado e de Comandante-em-chefe devido a problemas de saúde, mas participa das decisões mais importantes do governo dirigido pelo presidente Raúl Castro, seu irmão.

"A campanha orquestrada contra a China é como um toque de clarim chamando à degola para obscurecer o merecido êxito do país e seu povo como anfitriões dos próximos Jogos Olímpicos", escreveu.

Ao se referir às bases históricas dessas campanhas, citou o livro "A guerra secreta da CIA no Tibete", de Kenneth Conboy, que, disse Fidel, "descreve a suja entranha da conspiração. William Leary o define como 'um estudo excelente e impressionante sobre uma das operações secretas da CIA mais importantes durante a guerra fria'".

Fidel acrescentou que, "no curso de dois séculos, nem um só país no mundo havia reconhecido o Tibete como nação independente. Consideravam-no parte integrante da China. Em 1950, a Índia o conceituava dessa forma, depois do triunfo da revolução comunista".

A Inglaterra adotou a mesma conduta. Os Estados Unidos, até a Segunda Guerra Mundial, consideravam-no parte da China, e inclusive pressionavam a Inglaterra nesse sentido. Após a guerra, porém, viram-no como um baluarte religioso contra o comunismo".

De acordo com a análise de Fidel Castro, depois de a China ter implantado uma reforma agrária nos territórios tibetanos "sua elite social não aceitou que suas propriedades e interesses fossem afetados".

"Isso conduziu a um levante armado em 1959. A rebelião armada no Tibete -- diferentemente da ocorrida na Guatemala, Cuba e outros países -- foi preparada durante anos pelos serviços secretos dos Estados Unidos, segundo consta nas investigações mencionadas anteriormente", acusou.

"O Dalai Lama, condecorado com a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, elogiou George W. Bush por seus esforços em favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos. A guerra no Afeganistão foi qualificada pelo Dalai Lama como 'uma libertação', a guerra da Coréia como 'semilibertação' e a do Vietnã como 'um fracasso'", disse Fidel.

"Em nosso Partido Comunista, a religião não é obstáculo para ser militante. Respeito o direito de crença do Dalai Lama, mas não sou obrigado a crer no Dalai Lama. Tenho muitas razões para crer na vitória chinesa."

Nesta segunda e última parte de sua reflexão, intitulada "A vitória chinesa", Castro expôs aspectos que considera fundamentais da história contemporânea chinesa, especialmente o avanço político e os triunfos do Partido Comunista chinês, seus enfrentamentos com os Estados Unidos e as tensões de Pequim com Taiwan.


fonte: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/04/01/Mundo/Fidel_Castro_apoia_governo_chines.shtml