26 Março, 2008

China vai dar educação patriótica a monges
26/03/2008

É um sinal de que o Partido Comunista irá exercer maior controle sobre a religião no Tibete, exigindo que mais tibetanos aceitem a região como parte inalienável da China e classificando o Dalai Lama como um separatista.

O ministro da Segurança Pública da China, Meng Jianzhu, esteve à frente da primeira visita de uma comitiva do alto-escalão do governo chinês ao Tibete depois do início das manifestações comandadas por monges budistas.

Diante da crítica internacional à repressão que a China vem fazendo às manifestações, Jianzhu disse que o governo chinês vai empreender uma batalha publicitária no Tibete, e que vai solicitar a ajuda de membros do Partido Comunista.

Fonte: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15361

22 Março, 2008

Dois novos livros analisam o Tibete
22/03/2008

"Memórias da Vida em Lhasa Sob o Domínio Chinês", de Tubten Khetsun, e "O Caminho Aberto: A Viagem Global do Décimo Quarto Dalai Lama", de Pico Iyer, falam sobre o passado turbulento do Tibete e seu futuro incerto.

O primeiro começa com a revolta de 1959 em Lhasa. O autor, então com 18 anos, trabalhava para o governo quando a rebelião começou. Ele estava no palácio de verão do Dalai Lama quando o governo chinês bombardeou o lugar -- o líder espiritual já havia deixado o país. Khetsun foi declarado inimigo e condenado a cinco anos de prisão. Teve seus bens confiscados e foi submetido a trabalho escravo e doutrinação política. O livro descreve horrores da ocupação chinesa, como os períodos de fome impostos pelo regime de Mao Tse Tung a prisioneiros tibetanos.

Já o livro de Pico Iyer é diferente. É fruto da experiência de um jornalista indiano que cresceu na Grã-Bretanha e na Califórnia e foi educado em Oxford. O trabalho é fruto também de quase 30 anos de visitas anuais a Dharamsala, na Índia, local onde se encontra o governo tibetano no exílio. Ainda que não seja uma biografia do 14° Dalai Lama, "O Caminho Aberto" revela mais do que qualquer estudo formal sobre o assunto.

Fonte:http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15288

Leia também artigo do jornal The Economist - "Two unusual new books analyse Tibet's turbulent past and its uncertain future"

20 Março, 2008

Um histórico
20/03/2008

A China invadiu o Tibete em 1950. No ano seguinte eles forçaram o líder espiritual do país, o Dalai Lama, ainda adolescente, a assinar um acordo aceitando a presença da China em troca do status de "província autônoma".

Os chineses continuam lá, mas a autonomia prometida nunca veio. Em 1959 houve um levante contra a ocupação chinesa que foi esmagado. O Dalai Lama e cerca de 100 mil de seus seguidores fugiram para a Índia e nunca mais voltaram. A China endureceu ainda mais o regime.

Em nossa opinião, a China cometeu um grave crime ao invadir o Tibete. Está em curso a destruição de uma cultura milenar.

Fonte: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15244

19 Março, 2008

Dalai Lama ameaça renunciar
19/03/2008


Líder espiritual do budismo tibetano e chefe de governo do Tibete no exílio, o Dalai Lama afirmou que pode renunciar a seu cargo político se a tensão entre os tibetanos "sair de controle".

As declarações do Dalai Lama foram dadas pouco depois de o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o acusar de orquestrar as manifestações em Lhasa, capital do Tibete, para "sabotar a Olimpíada de Pequim".

Fonte:http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15229

Leia também artigo da Folha de S. Paulo - Dalai-lama ameaça deixar política

18 Março, 2008

Dalai Lama é acusado de incitar a violência no país
18/03/2008

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acusou o líder religioso Dalai Lama de incitar a atual onda de violência que tomou conta do Tibete.

Wen afirmou que a alegação do Lama de que as autoridades chinesas cometeram um "genocídio cultural" no Tibete "não passa de mentira".

"Há ampla evidência provando que esse incidente foi organizado, premeditado, arquitetado e incitado pelo bando do Dalai", disse Wen. "Isso tudo revelou que as alegações do bando do Dalai de que eles buscam não a independência, mas sim o diálogo pacífico, não passam de mentiras."

Fonte:http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15198


Leia também artigo no site da Agência de notícias BBC Brasil - "Premiê chinês acusa Dalai Lama de incitar violência no Tibete"
PRESS RELEASE – Dalai Lama


Gostaria de aproveitar esta oportunidade para expressar minha profunda gratidão aos líderes mundiais e à comunidade internacional pelo seu interesse na triste seqüência de eventos no Tibete e pelos seus esforços para persuadir as autoridades da China a moderar-se na lida com os manifestantes.

Como o Governo chinês acusou-me de orquestrar esses protestos no Tibet, peço uma investigação completa sobre essas alegações, levada a cabo por uma grupo respeitado, que deve incluir representantes chineses. Esse grupo teria que visitar o Tibete, as áreas tradicionais tibetanas fora da Região Autônoma do Tibete, e também a Administração Central do Tibete aqui na Índia. Para que a comunidade internacional, e especialmente os mais de um bilhão de chineses que não têm acesso a informações não-censuradas, possam saber o que realmente está acontecendo no TIbete, seria tremendamente útil se representantes da mídia internacional também empreendessem essas investigações.

Proposital ou não, creio que uma forma de genocídio cultural ocorreu no Tibete, onde a identidade tibetana tem estado sob constante ataque. Os tibetanos foram reduzidos a uma minoria insignificante em sua própria terra, como resultado da maciça transferência de não-tibetanos para o Tibete. A distinta herança cultural tibetana, com sua linguagem, tradições e costumes característicos, está desaparecendo. Em vez de trabalhar para unificar suas nacionalidades, o governo chinês discrimina contra estas nacionalidades minoritárias, entre elas a tibetana.

Todos sabem que os monastérios tibetanos, que constituem as nossas principais sedes de aprendizagem, além de ser o repositório da cultura budista tibetana, foram severamente reduzidos tanto em número quanto em população. Nos monastérios que ainda existem, o estudo sério do budismo tibetano não é mais permitido; na verdade, até mesmo a admissão a esses centros de aprendizagem está sendo estritamente regulada. Na realidade, não há liberdade religiosa no Tibete. Um simples pedido de liberdade traz o risco de ser rotulado como separatista. Também não há autonomia real no Tibet, nem mesmo quanto às liberdades básicas garantidas pela constituição chinesa.

Acredito que as demonstrações e protestos que acontecem no Tibete são o irromper espontâneo de um ressentimento público construído por anos de repressão, desafiando as autoridades que não dão atenção alguma aos sentimentos da população local. Essas autoridades crêem erroneamente que mais medidas repressivas são o caminho para conseguir sua meta declarada de unidade e estabilidade duradouras.

De nossa parte, continuamos comprometidos com a Abordagem do Caminho do Meio, na busca de um processo de diálogo para encontrar uma solução para a questão tibetana que seja benéfica para ambos os lados.

Com estes pontos em mente, também peço à comunidade internacional apoio para os nossos esforços para solucionar os problemas do Tibete através do diálogo, e solicito reiteradamente que peçam à liderança chinesa que exercite o máximo controle na lida com a perturbada situação corrente, e trate os que estão sendo presos de maneira adequada e justa.


Dalai Lama
Dharamsala


Contatos:
Chhime R. Chhoekyapa, Secretary Mobile + 91 (09816021879)
Tenzin Taklha, Joint Secretary Mobile + 91 (09816021813)

17 Março, 2008

China está fazendo genocídio cultural
17/03/2008

O líder espiritual exilado do Tibete pediu uma investigação internacional sobre a ação da China contra os protestos dos monges budistas, que ocorreram no 49º aniversário do levante de Lhasa, capital do Tibete.

Um porta-voz do governo tibetano no exílio disse que foram confirmadas pelo menos 80 mortes nos violentos confrontos da última sexta-feira em Lhasa, entre manifestantes pró-autonomia e forças de segurança chinesas.

O Dalai Lama disse que a China, como o país mais populoso do mundo, merece ser palco das Olimpíadas deste ano, mas que precisa olhar mais seriamente para a questão dos direitos humanos, a fim de ser um bom anfitrião.

Em nossa opinião, a invasão do Tibete pela China nos anos 50, e o processo gradual de destruição dessa cultura milenar, são um grande crime.

Fonte: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15165

Leia também artigo: "China causing cultural genocide" no site da CNN

07 Março, 2008

Depois de manifestação de Bjork, China vai controlar cantores
REUTERS - 07.03.2008 16:33

XANGAI (Reuters) - O Ministério da Cultura chinês anunciou na sexta-feira, depois de a cantora islandesa Bjork ter gritado "Tibet! Tibet!" num concerto em Xangai no fim de semana passado, que a China vai aumentar os controles sobre cantores e outros artistas estrangeiros.
Bjork declamou o nome da região do Himalaia governada pela China depois de cantar sua música "Declare Independence", que já usou no passado para promover os movimento de independência de lugares como o Kosovo.
Em comunicado citado pela agência oficial de notícias Xinhua, o Ministério disse que a manifestação de Bjork "não apenas infringiu as leis e normas e ofendeu os chineses, como contrariou o código de conduta profissional de um artista".
"Qualquer tentativa de separar o Tibet da China enfrentará a oposição resoluta do povo chinês e de todos os homens justos do mundo."
Sem entrar em detalhes maiores, o Ministério disse que vai investigar o concerto e tratar da questão como manda a lei.
Em seu site, Bjork disse que as referências que fez à independência foram de teor mais pessoal que político, mas acrescentou:
"O fato de que foram traduzidas para seu significado mais amplo, a luta de um povo oprimido, me agrada muito. Eu gostaria de desejar boa sorte a todos os indivíduos e as nações em sua luta pela independência."
A Free Tibet Campaign, organização com sede na Grã-Bretanha que defende o fim do domínio chinês sobre o Tibet, divulgou comunicado dizendo-se muito satisfeito com a performance de Bjork.
"Ela demonstrou mais coragem que políticos como (o premiê britânico) Gordon Brown e (o secretário do Exterior britânico) David Miliband, cujo silêncio público sobre essas questões, em visitas que fizeram recentemente à China, é motivo de vergonha para o povo britânico", disse a entidade.

fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=6438719