01 Maio, 2008

Atletas brasileiros compreendem, mas lamentam protestos


Marta Teixeira

São Paulo (SP) - O atleta olímpico Hugo Hoyama fez uma apresentação no tênis de mesa, enquanto a judoca Vânia Ishii e a ex-jogadora de vôlei Ida acompanharam o lançamento da Casa de Beijing nesta quinta-feira, em São Paulo. Com chances de participar de sua quinta edição olímpica, o mesa-tenista Hoyama lamentou toda a polêmica que tem marcado a viagem da tocha olímpica pelo mundo.
"As Olimpíadas devem unir os povos e o continente. Acontecimentos como este são infelizes porque deveriam ser tratados de outra forma", diz.

Aos 38 anos, Hoyama acha que tantos protestos tiram o brilho do evento e como atleta considera muito negativa a possibilidade de se pensar em boicote olímpico. "Imagine como fica a cabeça de todos (os competidores). Eu estou na quinta, mas para muitos esta pode ser a única da carreira".

Hoyama ainda não tem o nome confirmado no grupo que competirá na China. Ainda sem vaga individual, sua última chance será o Pré-olímpico mundial na Hungria, que começa dia 8, ele também poderá participar do evento por equipe. Para isto, precisa ser indicado pela comissão técnica.

Vânia vê os protestos com tristeza. "É uma maneira de usar o evento, a voz do povo, uma maneira de se expressar e temos de respeitar, mas não pode ser violento", diz a atleta. "Da parte do Tibete é a expressão que queriam, porque todo o mundo está a favor e a China não poderia ser tão radical. Espero que tudo isso seja um passo para a paz", completa otimista.

Com duas participações em Olimpíadas, Sydney-2000 e Atenas-2004, Vânia não conseguiu ser titular em Pequim. Recuperando-se de lesão, ela foi mal nas etapas européias da seletiva olímpica e acabou perdendo a vaga para Danielli Yuri Barbosa, que também representou o Brasil nos Jogos Pan-americanos do Rio.

fonte:http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=121&nwid=44405