Repórteres sem fronteiras – press release -Jogos de Beijing – 2008
16 de abril de 2008-04-16
Coca-Cola instada a estabelecer um compromisso com os direitos humanos na China e no Tibete, no seu encontro anual de acionistas
Outros membros da organização Repórteres Sem Fronteiras aguardavam do lado de fora do encontro para conversar com os participantes sobre a situação da liberdade de expressão na China.
“Tornamo-nos acionistas da Coca-Cola para fazer com que os acionistas, executivos e consumidores de um dos principais patrocinadores da Olimpíada se tornem conscientes do problema dos direitos humanos e liberdades na China e no Tibete,” disse a Repórteres Sem Fronteiras. “A Coca-Cola e as outras companhias que financiam os Jogos Olímpicos têm um papel a desempenhar no sentido de assegurar o respeito pela Carta Olímpica que assinaram.”
“Como o significado político destes Jogos está agora evidente para o mundo inteiro, a Coca-Cola não pode mais ficar calada sobre as violações de direitos humanos no Tibete e a repressão de dissidentes na China. É perfeitamente legítimo fazer negócios na China, mas a Coca-Cola e os outros patrocinadores também têm o dever de promover atividades nesse país que apóiem os valores olímpicos de dignidade humana e desenvolvimento em harmonia.”
A Repórteres Sem Fronteiras acrescentou: “Na declaração que propomos a todos os patrocinadores, pedimos a eles que tomem uma posição em favor da liberdade na China, e que criem um fundo de apoio às famílias dos prisioneiros políticos.”
A porta-voz da Repórteres Sem Fronteiras que interveio hoje durante a reunião anual dos acionistas foi a representante da organização nos Estados Unidos, Lucie Morillon. Referindo-se à declaração proposta aos patrocinadores da Olimpíada, ela conclamou os executivos da Coca-Cola a tomar publicamente uma posição sobre as violações de direitos humanos e livre expressão cometidas pelo país-sede destes Jogos de Verão.
“Vocês não pensam que a repressão na China e no Tibete é um perigo potencial para a imagem da Coca-Cola no mundo?” perguntou Morillon. “Se vocês não fizerem nada para apoiar os direitos e liberdades, a Repórteres Sem Fronteiras examinará a possibilidade de pedir aos consumidores que realizem protestos,” acrescentou.
O CEO da Coca-Cola, Neville Isdell, respondeu que a companhia apóia a liberdade de imprensa no mundo inteiro, mas que teria que ler a declaração antes de tomar posição.
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