Investimento massivo no Tibete gera poucos resultados
11/04/2008
Na seqüência dos distúrbios, Pequim se apressou em alardear sua política de desenvolvimento para a região. Mas o que se vê são grandes despesas, ineficiência e exclusão social.
O governo chinês vem defendendo o sucesso dos subsídios e subvenções maciços destinados ao crescimento econômico do Tibete. De fato, a economia tibetana dobrou de tamanho entre o ano 2000 e 2005, mas isto foi impulsionado pelo rápido crescimento do setor terciário, que inclui o governo e o aparato partidário, e por um "boom" de obras de infra-estrutura. Para a China, o custo de manter o Tibete como um estado-patrocinado tem sido muito elevado.
Em 2001, por exemplo, para cada renminbi -- a moeda chinesa -- gerado pelo crescimento do Tibete, o governo chinês investiu 2 renminbi. Só naquele ano os gastos estatais aumentaram 75%. Além disto, este modelo vem ampliando as divisões no seio da sociedade tibetana: enquanto os funcionários do governo e do partido enriquecem, a grande maioria dos tibetanos permanece na pobreza.
Leia também artigo do jornal The Economist - "Skewed gains -- Massive Chinese investment in Tibet produces few results"
11/04/2008
Na seqüência dos distúrbios, Pequim se apressou em alardear sua política de desenvolvimento para a região. Mas o que se vê são grandes despesas, ineficiência e exclusão social.
O governo chinês vem defendendo o sucesso dos subsídios e subvenções maciços destinados ao crescimento econômico do Tibete. De fato, a economia tibetana dobrou de tamanho entre o ano 2000 e 2005, mas isto foi impulsionado pelo rápido crescimento do setor terciário, que inclui o governo e o aparato partidário, e por um "boom" de obras de infra-estrutura. Para a China, o custo de manter o Tibete como um estado-patrocinado tem sido muito elevado.
Em 2001, por exemplo, para cada renminbi -- a moeda chinesa -- gerado pelo crescimento do Tibete, o governo chinês investiu 2 renminbi. Só naquele ano os gastos estatais aumentaram 75%. Além disto, este modelo vem ampliando as divisões no seio da sociedade tibetana: enquanto os funcionários do governo e do partido enriquecem, a grande maioria dos tibetanos permanece na pobreza.
Leia também artigo do jornal The Economist - "Skewed gains -- Massive Chinese investment in Tibet produces few results"
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