EUA interessados em estabelecer um consulado no Tibete
(aproximadamente 14 horas de hoje)
Washington (AFP) - O Departamento de Estado dos EUA quer estabelecer um consulado no Tibete, região em que a China até agora permitiu acesso limitado e insuficiente aos diplomatas americanos, afirmou nesta quarta-feira a Secretária de Estado Condoleezza Rice.
"Estamos examinando a possibilidade de um consulado no Tibete", disse Rice ao Comitê das Apropriações do Senado.
Os Estados Unidos "têm sido muito ativos em afirmar aos chineses que estarão muito melhor se lidarem com as forças moderadas do Tibete, como o Dalai Lama, e que deveriam abrir-se ao diálogo com ele", acrescentou ela.
Rice disse ao Comitê que os Estados Unidos "pressionaram pelo acesso consular para diplomatas dentro do Tibet. Tivemos acesso limitado, mas, francamente, não foi o suficiente."
Ao comentar a possibilidade de um consulado na capital, Lhasa, ela disse: "está na lista interna examinar quando podemos fazê-lo".
A violência irrimpeu no Tibete em 14 de março, depois de dias de protestos pacíficos em Lhasa contra 57 anos de domínio chinês, e rapidamente alastrou-se a outras partes da China habitadas por tibetanos.
Os líderes exilados tibetanos dizem que 150 pessoas foram mortas na repressão chinesa às manifestações. A China insiste que agiu com moderação e que não matou ninguém, culpando os participantes da "revolta" tibetana pela morte de 20 pessoas.
Washington repetidamente conclamou a China a agir com moderação contra os participantes do protesto e abrir diálogo com o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama.
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