13 Abril, 2008

EUA afirmam preferir diplomacia a 'confronto', na questão das Olimpíadas

WASHINGTON (AFP) — O conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos, Stephen Hadley, disse neste domingo que boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim representa fugir do problema, e que a diplomacia é uma forma muito mais efetiva de pressionar a China pelos direitos humanos no Tibete.

"Acreditamos que é muito importante resolver a questão do Tibete, mas pensamos que a melhor maneira de conseguir isso é através do tipo de diplomacia que realizamos e não através do confronto que alguns preconizam", declarou Hadley para a rede de televisão Fox News.

Ele afirmou ainda que "se outros países estão preocupados com o Tibete, deveriam fazer o que nós estamos fazendo através de uma diplomacia silenciosa".

O presidente George W. Bush se encontra pressionado por organizações defensoras dos direitos humanos, alguns democratas e até mesmo membro do seu Partido Republicano para que boicote as cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Bush disse na sexta-feira que seus planos a respeitos dos Jogos "não haviam mudado".

A chanceler alemã Angela Merkel disse que não irá assistir a cerimônia de abertura, assim como o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, apesar de em seu comunicado afirmar que não pretendia ir antes mesmo do início dos distúrbios com o Tibete.

Hadley assegurou que Bush havia sido claro em que sua intenção era "mostrar seu apoio" aos atletas americanos que irão participar dos Jogos.