03 Dezembro, 2007

A escolha do novo Dalai Lama
03/12/2007

O partido Comunista da China -- embora oficialmente ateu -- não hesita em se envolver em questões religiosas com dimensões políticas. Segundo o partido, o controle da seleção das reencarnações dos chamados Budas vivos é essencial para o controle do Tibete.

O governo chinês decretou em setembro que este controle passou a ser sua responsabilidade. Recentemente, o líder exilado do Tibete, o 14º Dalai Lama, de 72 anos, propôs que seu sucessor fosse escolhido por ele próprio ou por monges, enquanto ele ainda estivesse vivo. Nesta semana, ele disse que os tibetanos deveriam fazer um referendo para decidir o futuro dos Dalai Lamas.

Mas a escolha do 15º Dalai Lama, durante a vida do seu predecessor, seria ruim para a China. Isso permitiria à nova encarnação ganhar credibilidade entre os tibetanos antes que a China tenha a chance de escolher o Dalai Lama de sua preferência.

Em nossa opinião a invasão do Tibete, cinqüenta anos atrás, com a posterior campanha para destruir uma cultura milenar, é um crime contra a humanidade.

Fonte: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=13197