
GYALTSEN DOLKAR SOLTA VOLTA
O TCHRD recebeu informações de que Gyaltsen Dolkar, nome leigo Dawa foi solta da prisão de Drapchi a 21 de março de 2002. Ela está atualmente em seu lar em Meldro Gungkar.
Gyaltsen Dolkar é uma freira Garu de 31 anos de idade do Condado de Meldro Gungkar, Lhasa City cumprindo uma sentença de 12 anos de prisão. Sua esperada data de libertação era 21 de agosto de 2002. O TCHRD não tem informações confirmadas sobre as razões por trás de sua libertação. Informações se seguirão após inquéritos posteriores.
Gyaltsen Dolkar é a terceira freira prisioneira política a ser solta antes da devida data incluindo Ngawang Choekyi e Tenzin Thupten. Relatórios não confirmados indicam que Gyaltsen pretendia visitar um hospital em Lhasa para tratamento mas não o fez. Ex-prisioneiros políticos testemunharam ao TCHRD que a saúde de Gyaltsen Dalkar é precária desde uma rebelião na Prisão Drapchi em 1998.
O TCHRD acredita que Gyaltsen Dolkar pode Ter sido solta por ordens médicas.
Em 21 de agosto de 1990, um grupo de 16 manifestantes pró-independência, incluindo sete freiras do Convento de Garu, oito do Convento de Michungri e um monge de Sera iniciaram uma manifestação interrompendo um festival de ópera organizado pelo governo. Era o primeiro dia do Festival de Shoton (Yogurt). O grupo gritou frases protestando contra os colonos chineses e apoiando o Dalai Lama. Eles foram imediatamente presos e levados embora pelo PSB de Lhasa City.
Gyaltsen Dolkar estava entre as freiras Garu sentenciadas em 30 de novembro de 1990 por atividades ‘contra-revolucionárias’. Ela foi sentenciada a quatro anos de prisão e privada de direitos políticos por um ano.
Em junho de 1993, ainda na prisão, Gyaltsen e três outras freiras gravaram músicas e mensagens para seus parentes e amigos em um gravador contrabandeado. Cada freira dedicou uma canção ou poema expressando suas esperanças e aspirações. Quando as autoridades da prisão descobriram essa atividade clandestina’, as freiras enfrentaram severas repercussões. Em 8 de outubro de 1993, as freiras tiveram sua sentença prolongada variando de cinco a nove anos . Gyaltsen recebeu uma extensão de oito anos tornando sua sentença total de 12 anos.
Fonte: Tibetan Centre for Human Rights & Democracy
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