LIBERDADE PARA O MAIS LONGO PRESO POLÍTICO DO TIBET
Tanak Jigme Sangpo foi posto em liberdade condicional a 31 de março de 2002. O tibetano de 75 anos cumpriu 19 anos seguidos de prisão e uma sentença cumulativa de 41 anos, tornando-o o mais longo preso político do Tibet.
Relatórios indicam que ele está atualmente em Lhasa, capital do Tibet, sob os cuidados de sua sobrinha, Pema Chozom, professora aposentada.
Ao mesmo tempo em que recebe bem a notícia da libertação de Tanak Jigme Sangpo em 31 de março de 2002, o Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) acredita que a China o usou como instrumento de barganha em sua negociação em andamento para alcançar diálogo bilateral com os Estados Unidos e também para evitar escrutínio internacional em seu registro de direitos humanos.
"A China está disposta a libertar alguns presos políticos de boa campanha para ‘livrar sua cara’ de ter sua reputação manchada nos fóruns internacionais. Se a China está realmente comprometida em defender padrões internacionais de direitos humanos, deve libertar todos os outros 251 presos políticos conhecidos no Tibet", diz a Srta. Youdon Aukatsang, diretora sênior de programa no Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD).
Essa última libertação veio em momento oportuno, pois a 58a Convenção de direitos humanos das Nações Unidas estava em sessão em Genebra. A China estava negociando firme para evitar qualquer resolução a respeito dos registros de direitos humanos.
No rastro das recentes libertações de Ngawang Choephel e Tanak Jigme Sangpo, a China tentou convencer a comunidade internacional ao diálogo bilateral sobre direitos humanos.
De acordo com o veredicto emitido em 4 de abril de 1992, Tanak Jigme Sangpo deveria ser solto em 3 de setembro de 2011, com uma sentença contínua de 28 anos. Ao ser libertado em 31 de março de 2002, Tanak já havia servido 19 anos seguidos na prisão. Este panorama exclui suas sentenças anteriores.
Tanak Jigme Sangpo (nasc. 1926), também conhecido como Jigsang, foi relatadamente preso pela primeira vez em 1960, quando lecionava na Lhasa Primary School. Ele foi acusado de "corromper as mentes das crianças com idéias reacionárias". Em 1964, ele foi sentenciado a três anos de prisão na Sangyip Prison por fazer comentários a respeito da repressão chinesa ao Tibet.
Em 1970, Tanak foi sentenciado a dez anos de prisão na Sangyip Prison por propaganda "contra-revolucionária". Tanak foi pego tentando mandar um documento relatando atrocidades chinesas através de sua sobrinha que tentava sair do Tibet. Tanak Jigme Sangpo foi solto da prisão em 1979 e transferido para a unidade 1 do reformatório de Nyethang County, no município de Lhasa.
A PSB da cidade de Lhasa o prendeu pela terceira vez em 3 de setembro de 1983. De acordo com o veredicto de 1983, Tanak foi visto no templo de Jokhang em Lhasa a 12 de julho de 1983 finalizando um cartaz de parede que continha frases anti-chinesas. Em 15 de julho, Tanak foi visto usando um pedaço de pano em seu peito com as palavras auto- determinação para os tibetanos" escritas. O veredicto também dizia que Tanak não demonstrou nenhum sinal de regeneração ao continuar com atividades de independência. Em 24 de novembro de 1983, a Corte Popular Intermediária da cidade de Lhasa o sentenciou a 15 anos de prisão e 5 anos de cassação de seus direitos políticos.
Enquanto esteve preso na Drapchi Prison a 5 de outubro de 1987, Tanak atravessou o portão rukhag, marcando o tempo de seu ato enquanto prisioneiros estavam sendo alimentados. Ele gritou "Libertem o Tibet", "PRC enganou o povo tibetano"e "Chineses deixem o Tibet"lendo as frases de um cartaz feito por ele mesmo. Os guardas da prisão imediatamente o pegaram e após quase um ano em 1o de dezembro de 1988, ele recebeu uma extensão de prisão de 5 anos e um ano de cassação de seus direitos políticos.
Em 6 de dezembro de 1991, Tanak gritou frases em três diferentes idiomas, chinês, tibetano e inglês, durante uma visita da delegação suíça. Outros presos silenciaram Tanak temendo sérias repercussões se ele fosse pego. Depois que a delegação saiu, Tanak foi arrastado da cela e surrado tão severamente que seu corpo ficou dormente. Ele foi então confinado a uma solitária.
Seis semanas depois Tanak relatadamente foi confinado à solitária e sofreu um novo tipo de prisão de "cela fria". Essa cela é alinhada com placas que são colocadas para abaixar a temperatura de dentro dela. Permissão para vestir roupas extra foi negada e a média de temperatura de inverno em Lhasa é de 3,5 ºC abaixo de zero e pode chegar a 10º C abaixo de zero. A 4 de abril de 1992, Tanak recebeu uma extensão de 8 anos e 3 anos de cassação de seus direitos políticos. Isso mudou a data de sua libertação para três de setembro de 2011, com a idade de 85 anos.
Tanak Jigme Sangpo foi posto em liberdade condicional a 31 de março de 2002. O tibetano de 75 anos cumpriu 19 anos seguidos de prisão e uma sentença cumulativa de 41 anos, tornando-o o mais longo preso político do Tibet.
Relatórios indicam que ele está atualmente em Lhasa, capital do Tibet, sob os cuidados de sua sobrinha, Pema Chozom, professora aposentada.
Ao mesmo tempo em que recebe bem a notícia da libertação de Tanak Jigme Sangpo em 31 de março de 2002, o Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) acredita que a China o usou como instrumento de barganha em sua negociação em andamento para alcançar diálogo bilateral com os Estados Unidos e também para evitar escrutínio internacional em seu registro de direitos humanos.
"A China está disposta a libertar alguns presos políticos de boa campanha para ‘livrar sua cara’ de ter sua reputação manchada nos fóruns internacionais. Se a China está realmente comprometida em defender padrões internacionais de direitos humanos, deve libertar todos os outros 251 presos políticos conhecidos no Tibet", diz a Srta. Youdon Aukatsang, diretora sênior de programa no Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD).
Essa última libertação veio em momento oportuno, pois a 58a Convenção de direitos humanos das Nações Unidas estava em sessão em Genebra. A China estava negociando firme para evitar qualquer resolução a respeito dos registros de direitos humanos.
No rastro das recentes libertações de Ngawang Choephel e Tanak Jigme Sangpo, a China tentou convencer a comunidade internacional ao diálogo bilateral sobre direitos humanos.
De acordo com o veredicto emitido em 4 de abril de 1992, Tanak Jigme Sangpo deveria ser solto em 3 de setembro de 2011, com uma sentença contínua de 28 anos. Ao ser libertado em 31 de março de 2002, Tanak já havia servido 19 anos seguidos na prisão. Este panorama exclui suas sentenças anteriores.
Tanak Jigme Sangpo (nasc. 1926), também conhecido como Jigsang, foi relatadamente preso pela primeira vez em 1960, quando lecionava na Lhasa Primary School. Ele foi acusado de "corromper as mentes das crianças com idéias reacionárias". Em 1964, ele foi sentenciado a três anos de prisão na Sangyip Prison por fazer comentários a respeito da repressão chinesa ao Tibet.
Em 1970, Tanak foi sentenciado a dez anos de prisão na Sangyip Prison por propaganda "contra-revolucionária". Tanak foi pego tentando mandar um documento relatando atrocidades chinesas através de sua sobrinha que tentava sair do Tibet. Tanak Jigme Sangpo foi solto da prisão em 1979 e transferido para a unidade 1 do reformatório de Nyethang County, no município de Lhasa.
A PSB da cidade de Lhasa o prendeu pela terceira vez em 3 de setembro de 1983. De acordo com o veredicto de 1983, Tanak foi visto no templo de Jokhang em Lhasa a 12 de julho de 1983 finalizando um cartaz de parede que continha frases anti-chinesas. Em 15 de julho, Tanak foi visto usando um pedaço de pano em seu peito com as palavras auto- determinação para os tibetanos" escritas. O veredicto também dizia que Tanak não demonstrou nenhum sinal de regeneração ao continuar com atividades de independência. Em 24 de novembro de 1983, a Corte Popular Intermediária da cidade de Lhasa o sentenciou a 15 anos de prisão e 5 anos de cassação de seus direitos políticos.
Enquanto esteve preso na Drapchi Prison a 5 de outubro de 1987, Tanak atravessou o portão rukhag, marcando o tempo de seu ato enquanto prisioneiros estavam sendo alimentados. Ele gritou "Libertem o Tibet", "PRC enganou o povo tibetano"e "Chineses deixem o Tibet"lendo as frases de um cartaz feito por ele mesmo. Os guardas da prisão imediatamente o pegaram e após quase um ano em 1o de dezembro de 1988, ele recebeu uma extensão de prisão de 5 anos e um ano de cassação de seus direitos políticos.
Em 6 de dezembro de 1991, Tanak gritou frases em três diferentes idiomas, chinês, tibetano e inglês, durante uma visita da delegação suíça. Outros presos silenciaram Tanak temendo sérias repercussões se ele fosse pego. Depois que a delegação saiu, Tanak foi arrastado da cela e surrado tão severamente que seu corpo ficou dormente. Ele foi então confinado a uma solitária.
Seis semanas depois Tanak relatadamente foi confinado à solitária e sofreu um novo tipo de prisão de "cela fria". Essa cela é alinhada com placas que são colocadas para abaixar a temperatura de dentro dela. Permissão para vestir roupas extra foi negada e a média de temperatura de inverno em Lhasa é de 3,5 ºC abaixo de zero e pode chegar a 10º C abaixo de zero. A 4 de abril de 1992, Tanak recebeu uma extensão de 8 anos e 3 anos de cassação de seus direitos políticos. Isso mudou a data de sua libertação para três de setembro de 2011, com a idade de 85 anos.