25 Fevereiro, 2002


GYALTSEN DOLKAR SOLTA VOLTA


O TCHRD recebeu informações de que Gyaltsen Dolkar, nome leigo Dawa foi solta da prisão de Drapchi a 21 de março de 2002. Ela está atualmente em seu lar em Meldro Gungkar.

Gyaltsen Dolkar é uma freira Garu de 31 anos de idade do Condado de Meldro Gungkar, Lhasa City cumprindo uma sentença de 12 anos de prisão. Sua esperada data de libertação era 21 de agosto de 2002. O TCHRD não tem informações confirmadas sobre as razões por trás de sua libertação. Informações se seguirão após inquéritos posteriores.

Gyaltsen Dolkar é a terceira freira prisioneira política a ser solta antes da devida data incluindo Ngawang Choekyi e Tenzin Thupten. Relatórios não confirmados indicam que Gyaltsen pretendia visitar um hospital em Lhasa para tratamento mas não o fez. Ex-prisioneiros políticos testemunharam ao TCHRD que a saúde de Gyaltsen Dalkar é precária desde uma rebelião na Prisão Drapchi em 1998.

O TCHRD acredita que Gyaltsen Dolkar pode Ter sido solta por ordens médicas.

Em 21 de agosto de 1990, um grupo de 16 manifestantes pró-independência, incluindo sete freiras do Convento de Garu, oito do Convento de Michungri e um monge de Sera iniciaram uma manifestação interrompendo um festival de ópera organizado pelo governo. Era o primeiro dia do Festival de Shoton (Yogurt). O grupo gritou frases protestando contra os colonos chineses e apoiando o Dalai Lama. Eles foram imediatamente presos e levados embora pelo PSB de Lhasa City.

Gyaltsen Dolkar estava entre as freiras Garu sentenciadas em 30 de novembro de 1990 por atividades ‘contra-revolucionárias’. Ela foi sentenciada a quatro anos de prisão e privada de direitos políticos por um ano.

Em junho de 1993, ainda na prisão, Gyaltsen e três outras freiras gravaram músicas e mensagens para seus parentes e amigos em um gravador contrabandeado. Cada freira dedicou uma canção ou poema expressando suas esperanças e aspirações. Quando as autoridades da prisão descobriram essa atividade clandestina’, as freiras enfrentaram severas repercussões. Em 8 de outubro de 1993, as freiras tiveram sua sentença prolongada variando de cinco a nove anos . Gyaltsen recebeu uma extensão de oito anos tornando sua sentença total de 12 anos.


Fonte: Tibetan Centre for Human Rights & Democracy

18 Fevereiro, 2002

TORTURA NO TIBET VOLTA

Sendo um preso político, é bom vivenciar como o colonizador de nossa terra está torturando as pessoas que vivem no Tibet. Após passar os cinco anos na prisão e sofrer sob períodos de tragédia. A palavra tortura não é tão agradável aos meus ouvidos.

Mas hoje, abraçando essa oportunidade e através de experiência pessoal, eu gostaria de compartilhar com as pessoas do mundo o quanto o povo do Tibet estava sofrendo e sendo torturado pelos invasores.

Naturalmente, as pessoas que estão vivendo na pri8são perderam sua liberdade de viver devido à situação política e certamente sofrem muito. Quando eu estava na prisão aos 15 anos de idade, vi muitos incidentes inimagináveis. Em um deles, durante o Ano Novo Tibetano, o oficial da prisão entrou e classificou todos os prisioneiros políticos entre todos os prisioneiros. Cada um deles trabalhava um prisioneiro e sem qualquer razão ou tendo feito coisas erradas. Eles jogavam um jogo usando os diferentes tipos de ferramentas para uma vida humana. Alguns de nós estavam tão magros e sem dentes na boca e incapazes de andar com nossos próprios pés. Era a representação de um drama real que eles jogavam para se divertir. Claramente mostra que não haviam valores humanos e direitos na realidade. Especialmente verdade, justiça e igualdade que eram raros como estrelas de dia.

Geralmente a forma de suas torturas era tão variada mas basicamente incluída entre três tipos. Fisicamente o prisioneiro tinha de trabalhar em construções, campos e afins sem um único dia de descanso mês a mês. Também às vezes tinha de trabalhar 24 horas sem parar. Sem usar os sapatos apropriados. Imagine como você se sentiria nessa situação. Algumas pessoas dizem que era impossível, embora fosse realidade.

Outra forma de tortura para os prisioneiros era aprender treinamento de soldados durante o inverno. Não havia nada menos exceto torturar os prisioneiros física e mentalmente. Às vezes apanhávamos de cinto e éramos chutados. Às vezes também havia ensinamentos de ideologia comunista à força e dando a resposta em pensamento. Sem nenhum desejo de aprender aquelas lições, elas eram absolutamente tortura mental. Afinal, tortura era o objetivo deles. Não havia diversão para os prisioneiros.

Entretanto, eles planejaram programas e atividades. Todos eram tipos de tortura para o prisioneiro. Não havia desculpa para mulheres, crianças, não sabiam e não podiam, para mencionar até a causa de tontura. Sofrimento e tortura no meu país não eram só na prisão. Mas também muitas variações na sociedade, religiosa e economicamente, etc...

Finalmente, eu desejo e peço que as pessoas do mundo amem em paz, que a justiça tenha que cooperar conosco e ajude a curar nossa doença.

LUESANG


Luesang é um ex-prisioneiro político do Tibet,que tem atualmente 23 anos de idade.

Luesang nasceu no Condado de Taktse, Lhasa City. Tornou-se monge quando estava com 12 anos. Foi preso em 10 de dezembro de 1994 quando tinha 15 anos, depois que ele e outros pintaram "Tibet Livre" e frases semelhantes no escritório de um oficial chinês. Foi detido por quatro meses na Prisão de Taktse. Luesang foi então transferido para o Campo de Trabalho Trilam por um ano e nove meses quando ele foi forçado a fazer trabalho manual com os adultos. Oficiais de prisão disseram a ele que ele havia sido julgado e sentenciado a dois anos de prisão.

Quando ele foi solto da prisão, ele não tinha mais permissão para ser monge. Ele sentiu que não poderia fazer mais nada então ele veio para a Índia. Luesang afirmou: "A pior coisa é que fomos forçados a trabalhar o dia inteiro."

Jornal Human Rights – Junho 2002