01 Agosto, 2002

MÃE PRESA COM SEU BEBÊ É SOLTA DE PRISÃO NO NEPAL


De acordo com fonte confiável do TCHRD, na Sexta-feira, 23 de agosto de 2002, Tenzin Yangzom e seu bebê foram soltos de prisão de Dili Bazaar em Kathmandu, no Nepal. Um físico alemão esteve examinando Tenzin Yangzom e diagnosticou tifóide em conjunção com sua já frágil condição física. Reconhecendo a seriedade de sua condição, o físico organizou para pagar a multa residual de NC 121,897 após uma redução de NC 25 para cada dia de internação, o que assegurou a libertação de Tenzin.

Mãe e filho estão ambos agora sob cuidado da clínica do Tibetan Reception Centre, onde o bebê menino se recuperou de um leve problema gástrico. Tenzin Yangzom estava extremamente fraca na ocasião de sua libertação, e está agora se recuperando sob cuidado constante do gentil físico e da equipe da Clínica. Tenzin irá retornar a Dharamsala assim que sua condição de saúde melhorar.

Tenzin Yangzom, junto com oito outros estudantes de Amdo estavam retornando ao Tibet, onde eles foram presos a 22 de agosto de 2001 pelo Pessoal de Segurança do Nepal em Thangkot, o maior posto de controle da fronteira Nepal-Índia.

Uma exorbitante quantia de U$ 1365 por pessoa e uma adicional multa de 20.000 Nepali Currency (NC, moeda nepalesa) por ilegalmente cruzar a fronteira, totalizando NC Rs 121.897,25 por pessoa foram impostas aos oito estudantes. O não-pagamento implicará numa sentença de 10 anos de prisão. Incapazes de pagar toda essa soma, os estudantes estão na prisão desde agosto do ano passado. Tenzin Yangzom, 19 anos, deu à luz Tenzin Dhondup na prisão. Sua condição de saúde tornou-se crítica após dar à luz. Todo esforço no passado para livrar a mãe doente e o bebê por sentença médica falhou. Vários grupos de direitos humanos envolvidos incluindo o TCHRD e indivíduos expressaram seus protestos e forneceram comida para mãe e filho.

Esforços estão a caminho para a libertação dos tibetanos restantes na prisão, na qual está relatado que um homem, Sonam Gyaltsen Lama, está em grave estado de saúde.


Fonte: Jornal Human Rights – Agosto 2002.