HOMEM SENTENCIADO A 15 ANOS POR ATIVISMO
De acordo com informações confiáveis no Tibet, Dawa Tsering, da cidade de Khag, Markham County, foi sentenciado a 15 anos de prisão em Drapchi Prison.
Cedo em sua infância ele freqüentou a escola, onde fez estudos tradicionais tibetanos. Após alguns anos ele se juntou a uma cooperativa e trabalhou como motorista. Ele era aparentemente popular entre o povo local, conhecido como um homem honesto, sincero e patriota.
Em 1990 Dawa Tsering conduziu alguns peregrinos a Lhasa para peregrinação. Em Lhasa ele viu tibetanos sofrendo muito nas mãos de chineses. Ele ouviu serviços de transmissão de rádios tibetanas e ouviu discursos do Dalai Lama e da comunidade tibetana em exílio. Ele percebeu a necessidade de fazer algo pelo povo tibetano. Após conduzir os peregrinos de volta a seus lares, ele deixou seu emprego e sua família para juntar-se à luta pela liberdade.
Em Lhasa ele juntou-se a alguns outros compatriotas e começou a dar educação política aos tibetanos. Ele falou com as pessoas sobre a liberdade do Tibet e sua história. À noite, ele pendurava cartazes de liberdade nas paredes dos escritórios chineses e ao longo da rota dos arredores de Lhasa. Após dois anos ele voltou a sua cidade natal quando ficou sabendo do plano dos chineses para prendê-lo por suspeita de envolvimento em atividades políticas.
Mesmo em sua cidade natal, Dawa falava com os jovens sobre a liberdade do Tibet e comunicava mensagens do Dalai Lama. Oficiais da Inteligência Chinesa souberam de suas atividades e interrogaram sua família e muitas outras famílias em Khag Township sobre as atividades de Dawa. Dawa outra vez foi para Lhasa, e lá continuou suas atividades.
Nas noites em que Dawa ouvia o serviço de transmissão de rádio da China e escutava referirem-se aos tibetanos como ‘a panela do Dalai’ e ‘reacionários’, ele destruiu o rádio de raiva.
Em 1996 Dawa Tsering foi preso com um amigo. Eles foram severamente surrados e torturados durante interrogatórios. Uma vez quando seu amigo disse "Eu levarei todas as acusações em minha cabeça, você sairá e continuará a lutar pela liberdade", Dawa respondeu: "Você não pode assumir minhas acusações, eu sacrifiquei minha família e tudo para oferecer a mim mesmo para a liberdade do Tibet. Já que você é jovem e os chineses não sabem de suas atividades eu assumirei suas acusações." Ele assumiu todas as acusações feitas contra o grupo.
Quando seu julgamento começou, Dawa aceitou cada acusação e até falou de cartas anônimas enviadas a Jiang Zemin, Presidente da China. Quando questionado se estava por trás de um bombardeio do portão do governo dos quartéis generais de "TAR", ele respondeu "sim". Finalmente ele foi sentenciado a 15 anos de prisão e levado à Drapchi Prison.
Em Drapchi, os oficiais chineses disseram a Dawa : "Não seja tão absurdo, apenas desrespeite o Dalai Lama e sua sentença será atenuada." Furioso, dawa cuspiu no rosto do oficial. "Até mesmo se você me matar exatamente agora, tenho apenas palavras de respeito e adoração a oferecer a Sua Santidade o Dalai Lama, e jamais o prejudicaria." Um velho amigo veio até ele e disse que ele não precisaria ficar tão irritado, e que ele deveria abordar os chineses de um jeito melhor para o benefício de seus familiares. Dawa disse: "Eu dei a mim mesmo pela liberdade do Tibet, e não me preocupo com minha família."
Quando o filho mais velho e a filha de Dawa vinham visitá-lo em Lhasa, os oficiais chineses da prisão não permitiam que eles vissem o pai. No lar, a mãe de Dawa tinha ficado cega e sua esposa, Rinchen Lhamo, desenvolvera problemas cardíacos ligados a estresse. Ela buscou medicação em sua cidade, mas teve que ir a Lhasa à procura de melhor medicação. Ela também esperava ver seu marido. Em Lhasa, os médicos diagnosticaram sua doença como incurável. Seu pedido de visita ao marido na prisão também foi rejeitado.
Um mês e meio depois, um amigo de Dawa autorizado a visitá-lo estava a caminho da prisão para levar comida. A filha de Dawa correu para ele chorando e pediu que a levasse com ele. Ele disse à garota para voltar para casa pois ela não teria permissão para entrar, e além disso, estava chovendo muito aquela noite. Furiosa, ela correu para a porta da frente de Drapchi e continuou a chorar quando uma equipe tibetana veio até ela e perguntou por que ela estava chorando.
Após ouvir a história da garota, quatro oficiais escoltaram Dawa até sua esposa para um breve encontro. Eles não falaram muito, e na maior parte do tempo ficaram se olhando. Após um instante, Dawa disse à sua esposa: "Não fique triste. Eu desisti da minha vida pela causa nobre da independência do Tibet. Reze para o onisciente Dalai Lama por méritos nesta e na próxima vida.
Eu tenho apenas uma coisa a dizer a meus pais, filhos, esposa e todas as pessoas queridas e próximas.Que estou comprometido com a nobre causa da liberdade do Tibet. Os Chineses Vermelhos me torturaram esse tempo todo e me ordenaram a denunciar Sua Santidade o Dalai Lama. Mas até em tais provações quando morri cem vezes, eu ainda gritei ‘Tibet é um país livre’ e ‘longa vida a sua Santidade o Dalai Lama’. Ainda mantenho minha lealdade. Espero que todos vocês rezem por mim para que eu suporte essas últimas provações de vida." A esposa de Dawa faleceu dias após a visita a ele.
Dawa foi levado de volta à prisão após o encontro. Ele continua na Drapchi Prison, e será solto apenas em 2011.
De acordo com informações confiáveis no Tibet, Dawa Tsering, da cidade de Khag, Markham County, foi sentenciado a 15 anos de prisão em Drapchi Prison.
Cedo em sua infância ele freqüentou a escola, onde fez estudos tradicionais tibetanos. Após alguns anos ele se juntou a uma cooperativa e trabalhou como motorista. Ele era aparentemente popular entre o povo local, conhecido como um homem honesto, sincero e patriota.
Em 1990 Dawa Tsering conduziu alguns peregrinos a Lhasa para peregrinação. Em Lhasa ele viu tibetanos sofrendo muito nas mãos de chineses. Ele ouviu serviços de transmissão de rádios tibetanas e ouviu discursos do Dalai Lama e da comunidade tibetana em exílio. Ele percebeu a necessidade de fazer algo pelo povo tibetano. Após conduzir os peregrinos de volta a seus lares, ele deixou seu emprego e sua família para juntar-se à luta pela liberdade.
Em Lhasa ele juntou-se a alguns outros compatriotas e começou a dar educação política aos tibetanos. Ele falou com as pessoas sobre a liberdade do Tibet e sua história. À noite, ele pendurava cartazes de liberdade nas paredes dos escritórios chineses e ao longo da rota dos arredores de Lhasa. Após dois anos ele voltou a sua cidade natal quando ficou sabendo do plano dos chineses para prendê-lo por suspeita de envolvimento em atividades políticas.
Mesmo em sua cidade natal, Dawa falava com os jovens sobre a liberdade do Tibet e comunicava mensagens do Dalai Lama. Oficiais da Inteligência Chinesa souberam de suas atividades e interrogaram sua família e muitas outras famílias em Khag Township sobre as atividades de Dawa. Dawa outra vez foi para Lhasa, e lá continuou suas atividades.
Nas noites em que Dawa ouvia o serviço de transmissão de rádio da China e escutava referirem-se aos tibetanos como ‘a panela do Dalai’ e ‘reacionários’, ele destruiu o rádio de raiva.
Em 1996 Dawa Tsering foi preso com um amigo. Eles foram severamente surrados e torturados durante interrogatórios. Uma vez quando seu amigo disse "Eu levarei todas as acusações em minha cabeça, você sairá e continuará a lutar pela liberdade", Dawa respondeu: "Você não pode assumir minhas acusações, eu sacrifiquei minha família e tudo para oferecer a mim mesmo para a liberdade do Tibet. Já que você é jovem e os chineses não sabem de suas atividades eu assumirei suas acusações." Ele assumiu todas as acusações feitas contra o grupo.
Quando seu julgamento começou, Dawa aceitou cada acusação e até falou de cartas anônimas enviadas a Jiang Zemin, Presidente da China. Quando questionado se estava por trás de um bombardeio do portão do governo dos quartéis generais de "TAR", ele respondeu "sim". Finalmente ele foi sentenciado a 15 anos de prisão e levado à Drapchi Prison.
Em Drapchi, os oficiais chineses disseram a Dawa : "Não seja tão absurdo, apenas desrespeite o Dalai Lama e sua sentença será atenuada." Furioso, dawa cuspiu no rosto do oficial. "Até mesmo se você me matar exatamente agora, tenho apenas palavras de respeito e adoração a oferecer a Sua Santidade o Dalai Lama, e jamais o prejudicaria." Um velho amigo veio até ele e disse que ele não precisaria ficar tão irritado, e que ele deveria abordar os chineses de um jeito melhor para o benefício de seus familiares. Dawa disse: "Eu dei a mim mesmo pela liberdade do Tibet, e não me preocupo com minha família."
Quando o filho mais velho e a filha de Dawa vinham visitá-lo em Lhasa, os oficiais chineses da prisão não permitiam que eles vissem o pai. No lar, a mãe de Dawa tinha ficado cega e sua esposa, Rinchen Lhamo, desenvolvera problemas cardíacos ligados a estresse. Ela buscou medicação em sua cidade, mas teve que ir a Lhasa à procura de melhor medicação. Ela também esperava ver seu marido. Em Lhasa, os médicos diagnosticaram sua doença como incurável. Seu pedido de visita ao marido na prisão também foi rejeitado.
Um mês e meio depois, um amigo de Dawa autorizado a visitá-lo estava a caminho da prisão para levar comida. A filha de Dawa correu para ele chorando e pediu que a levasse com ele. Ele disse à garota para voltar para casa pois ela não teria permissão para entrar, e além disso, estava chovendo muito aquela noite. Furiosa, ela correu para a porta da frente de Drapchi e continuou a chorar quando uma equipe tibetana veio até ela e perguntou por que ela estava chorando.
Após ouvir a história da garota, quatro oficiais escoltaram Dawa até sua esposa para um breve encontro. Eles não falaram muito, e na maior parte do tempo ficaram se olhando. Após um instante, Dawa disse à sua esposa: "Não fique triste. Eu desisti da minha vida pela causa nobre da independência do Tibet. Reze para o onisciente Dalai Lama por méritos nesta e na próxima vida.
Eu tenho apenas uma coisa a dizer a meus pais, filhos, esposa e todas as pessoas queridas e próximas.Que estou comprometido com a nobre causa da liberdade do Tibet. Os Chineses Vermelhos me torturaram esse tempo todo e me ordenaram a denunciar Sua Santidade o Dalai Lama. Mas até em tais provações quando morri cem vezes, eu ainda gritei ‘Tibet é um país livre’ e ‘longa vida a sua Santidade o Dalai Lama’. Ainda mantenho minha lealdade. Espero que todos vocês rezem por mim para que eu suporte essas últimas provações de vida." A esposa de Dawa faleceu dias após a visita a ele.
Dawa foi levado de volta à prisão após o encontro. Ele continua na Drapchi Prison, e será solto apenas em 2011.
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