DESTRUIÇÃO DA VELHA LHASA
No final de abril de 2002, relatórios foram recebidos do Tibet com respeito à expulsão e demolição de edifícios contidos num local protegido pelo Patrimônio Mundial em Lhasa.Relatórios indicam que por volta de 24 ou 25 de abril de 2002, tiveram início as demolições de um edifício no lado sudeste onde as ruas Dekyi Shar Lam (Ch: Beijing Dong Lu) e Snow Land se encontram.
Aparentemente, o governo de Beijing planejava demolir todo o bloco à volta deste complexo de edifícios, incluindo uma velha residência chamada Samding. A área em questão é o bloco ao lado (imediatamente ao norte) do famoso hotel turístico, o Snowlands, incluindo um restaurante francês ao leste oposto do Pentoc Hotel e o Xiangbala Hotel. Esse bloco contêm algumas importantes construções antigas aristocratas, como Phunkhang e Gangha Metok e é um dos poucos centros restantes de edifícios tibetanos tradicionais.
A área é aproximadamente três minutos a pé da praça Jokhang, que é o centro histórico de Lhasa.Essas demolições são apenas parte da destruição em andamento, pelas autoridades chinesas, do tradicional caráter tibetano.
Muitos edifícios tradicionais de estilo tibetano desapareceram devido à determinação do governo chinês de transformar Lhasa numa ‘moderna’cidade ao estilo da China.Inquilinos de um desses edifícios relatadamente foram expulsos por volta do dia 24 de abril, com aviso de apenas sete dias. De acordo com relatos do ICT, aos residentes foi oferecida acomodação nos novos edifícios substituindo seus antigos lares, mas espera-se que o aluguel seja mais alto e o tamanho dos edifícios menor.
Por causa disso, muitos tibetanos que alugavam nessa área serão forçados a se mudar para outra parte da cidade onde os aluguéis são mais baratos. Moradores chineses estabelecidos que vão a Lhasa para oportunidades de trabalho e negócios provavelmente terão condições de pagar os novos aluguéis.
Mais uma vez, um projeto de ‘modernização’do Tibet irá beneficiar mais chineses que tibetanos.Essas expulsões e a demolição vão contra inúmeras leis internacionais. Entre elas está o direito de não ser forçadamente expulso, o que é um importante princípio do direito de adequar a habitação, contida no International Covenant ou Direitos Econômicos, Sociais e culturais.
A destruição de edifícios culturalmente significativos também quebra a proteção garantida pelo status de Patrimônio Mundial da Unesco.O Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) juntou-se a ONGs do mundo inteiro em apelo às Nações Unidas para investigar as demolições e expulsões e ordenar que as autoridades chinesas cumpram a lei internacional.
No final de abril de 2002, relatórios foram recebidos do Tibet com respeito à expulsão e demolição de edifícios contidos num local protegido pelo Patrimônio Mundial em Lhasa.Relatórios indicam que por volta de 24 ou 25 de abril de 2002, tiveram início as demolições de um edifício no lado sudeste onde as ruas Dekyi Shar Lam (Ch: Beijing Dong Lu) e Snow Land se encontram.
Aparentemente, o governo de Beijing planejava demolir todo o bloco à volta deste complexo de edifícios, incluindo uma velha residência chamada Samding. A área em questão é o bloco ao lado (imediatamente ao norte) do famoso hotel turístico, o Snowlands, incluindo um restaurante francês ao leste oposto do Pentoc Hotel e o Xiangbala Hotel. Esse bloco contêm algumas importantes construções antigas aristocratas, como Phunkhang e Gangha Metok e é um dos poucos centros restantes de edifícios tibetanos tradicionais.
A área é aproximadamente três minutos a pé da praça Jokhang, que é o centro histórico de Lhasa.Essas demolições são apenas parte da destruição em andamento, pelas autoridades chinesas, do tradicional caráter tibetano.
Muitos edifícios tradicionais de estilo tibetano desapareceram devido à determinação do governo chinês de transformar Lhasa numa ‘moderna’cidade ao estilo da China.Inquilinos de um desses edifícios relatadamente foram expulsos por volta do dia 24 de abril, com aviso de apenas sete dias. De acordo com relatos do ICT, aos residentes foi oferecida acomodação nos novos edifícios substituindo seus antigos lares, mas espera-se que o aluguel seja mais alto e o tamanho dos edifícios menor.
Por causa disso, muitos tibetanos que alugavam nessa área serão forçados a se mudar para outra parte da cidade onde os aluguéis são mais baratos. Moradores chineses estabelecidos que vão a Lhasa para oportunidades de trabalho e negócios provavelmente terão condições de pagar os novos aluguéis.
Mais uma vez, um projeto de ‘modernização’do Tibet irá beneficiar mais chineses que tibetanos.Essas expulsões e a demolição vão contra inúmeras leis internacionais. Entre elas está o direito de não ser forçadamente expulso, o que é um importante princípio do direito de adequar a habitação, contida no International Covenant ou Direitos Econômicos, Sociais e culturais.
A destruição de edifícios culturalmente significativos também quebra a proteção garantida pelo status de Patrimônio Mundial da Unesco.O Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) juntou-se a ONGs do mundo inteiro em apelo às Nações Unidas para investigar as demolições e expulsões e ordenar que as autoridades chinesas cumpram a lei internacional.
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