CENTRO TIBETANO COMEMORA 13º ANIVER. do 11o PANCHEN LAMA
O 11º Panchen Lama, Gedhun Choekyi Nyima observou seu décimo-terceiro aniversário a 25 de Abril de 2002, sete anos depois de ele e seus pais desaparecerem.
A 14 de Maio de 1995, Sua Santidade o Dalai Lama reconheceu Gedhun Choekyi Nyima como a reencarnação do décimo Panchen Lama. O governo da república Popular da China (PRC) declarou a anunciação inválida e ilegal. Poucos dias depois Gedhun Choekyi Nyima desapareceu. Após alguns meses, o governo do PRC apresentou seu próprio Panchen Lama, um garoto chamado Gyaltsen Norbu. Em Maio de 1996, o PRC admitiu manter Gedhun Choekyi Nyima "a pedido de seus pais"porque ‘ele corria o risco de ser seqüestrado por separatistas e sua segurança foi ameaçada". É estranho que as autoridades chinesas chegariam a tal ponto para dar ‘segurança’ a alguém que eles consideram apenas um garoto comum.
Nos anos que seguiram a essa anunciação, o PRC ordenou que apenas o Panchen Lama indicado pelos chineses seria reconhecido no Tibet, enquanto monges, freiras e tibetanos comuns foram pedidos a denunciar Gedhun Choekyi Nyima. Relatos de refugiados deixando o Tibet e de viajantes ocidentais são que fotos do Panchen Lama indicado pelos chineses estão colocadas proeminentemente na maioria dos mosteiros e hotéis turísticos do Tibet. Por outro lado, fotos de Sua Santidade o Dalai Lama e Gedhun Choekyi Nyima estão proibidas em todo o Tibet.
Muitos representantes das Nações Unidas e delegações de governos expressaram interesse a respeito da detenção contínua do Panchen Lama e apelaram às autoridades chinesas para permitir acesso ao garoto por uma figura independente aceitável ao governo chinês e aos tibetanos para verificar sua saúde e condições de vida. Entretanto, o PRC continua a negar qualquer acesso exterior à criança e seus pais. Em outubro de 2000 uma delegação Britânica foi informada por autoridades chinesas que o garoto estava bem e indo à escola. Eles disseram que seus pais não querem figuras internacionais e a mídia intrometendo-se em sua vida. Duas fotografias ditas do Panchen Lama foram mostradas à delegação britânica retratando um garoto de aproximadamente da idade correta. Entretanto, era impossível determinar a identidade do garoto ou seu paradeiro, e não foram dadas ao oficiais britânicos fotos a serem levadas por eles.
Em agosto de 2001, uma Delegação do Parlamento Polonês foi avisada em resposta a repetidas perguntas que Gedhun Choekyi Nyiama estava saudável; à delegação foram prometidas fotos do garoto em seis semanas mas nunca recebidas. Apenas recentemente o governo polonês recebeu uma carta da embaixada chinesa em Varsóvia afirmando que Gedhun Choekyi Nyima e seus pais não querem a pacata vida deles perturbada por estranhos, e que o governo chinês "respeita a liberdade de escolha para seus cidadãos e espera que o povo polonês entenda isso também".
Em março de 2002, uma delegação do governo da Região Autônoma do Tibet (TAR) reuniu-se com uma delegação do Parlamento Europeu e novamente disse que Gedhun Choekyi Nyiama não queria ser perturbado. A delegação TAR recusou-se a responder perguntas sobre fotografias prometidas à delegação polonesa.
À luz de uma recusa a fornecer fotografias que positivamente identificam Gedhun Choekyi Nyima, ou de permitir acesso independente ao garoto e sua família, o povo tibetano pode apenas temer o pior. O Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) está assustado com a contínua detenção pelo povo chinês de um garoto de 13 anos. Nós mais uma vez apelamos ao PRC para que ele permita que uma figura independente visite Gedhun Choekyi Nyima e verifique sua saúde e condições de vida.
O contínuo desaparecimento do segundo mais alto lama da hierarquia contradiz completamente o que a China afirma de respeitar a liberdade religiosa no Tibet. Enquanto nós aplaudimos o interesse de países do mundo inteiro no que se refere ao Panchen Lamsa, o Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) não entende por que este ano nenhum país teve coragem de apresentar uma solução contra o registro da China de direitos humanos na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Sem condenação internacional, a China continuará a deter figuras religiosas importantes e negar liberdade religiosa no Tibet.
O 11º Panchen Lama, Gedhun Choekyi Nyima observou seu décimo-terceiro aniversário a 25 de Abril de 2002, sete anos depois de ele e seus pais desaparecerem.
A 14 de Maio de 1995, Sua Santidade o Dalai Lama reconheceu Gedhun Choekyi Nyima como a reencarnação do décimo Panchen Lama. O governo da república Popular da China (PRC) declarou a anunciação inválida e ilegal. Poucos dias depois Gedhun Choekyi Nyima desapareceu. Após alguns meses, o governo do PRC apresentou seu próprio Panchen Lama, um garoto chamado Gyaltsen Norbu. Em Maio de 1996, o PRC admitiu manter Gedhun Choekyi Nyima "a pedido de seus pais"porque ‘ele corria o risco de ser seqüestrado por separatistas e sua segurança foi ameaçada". É estranho que as autoridades chinesas chegariam a tal ponto para dar ‘segurança’ a alguém que eles consideram apenas um garoto comum.
Nos anos que seguiram a essa anunciação, o PRC ordenou que apenas o Panchen Lama indicado pelos chineses seria reconhecido no Tibet, enquanto monges, freiras e tibetanos comuns foram pedidos a denunciar Gedhun Choekyi Nyima. Relatos de refugiados deixando o Tibet e de viajantes ocidentais são que fotos do Panchen Lama indicado pelos chineses estão colocadas proeminentemente na maioria dos mosteiros e hotéis turísticos do Tibet. Por outro lado, fotos de Sua Santidade o Dalai Lama e Gedhun Choekyi Nyima estão proibidas em todo o Tibet.
Muitos representantes das Nações Unidas e delegações de governos expressaram interesse a respeito da detenção contínua do Panchen Lama e apelaram às autoridades chinesas para permitir acesso ao garoto por uma figura independente aceitável ao governo chinês e aos tibetanos para verificar sua saúde e condições de vida. Entretanto, o PRC continua a negar qualquer acesso exterior à criança e seus pais. Em outubro de 2000 uma delegação Britânica foi informada por autoridades chinesas que o garoto estava bem e indo à escola. Eles disseram que seus pais não querem figuras internacionais e a mídia intrometendo-se em sua vida. Duas fotografias ditas do Panchen Lama foram mostradas à delegação britânica retratando um garoto de aproximadamente da idade correta. Entretanto, era impossível determinar a identidade do garoto ou seu paradeiro, e não foram dadas ao oficiais britânicos fotos a serem levadas por eles.
Em agosto de 2001, uma Delegação do Parlamento Polonês foi avisada em resposta a repetidas perguntas que Gedhun Choekyi Nyiama estava saudável; à delegação foram prometidas fotos do garoto em seis semanas mas nunca recebidas. Apenas recentemente o governo polonês recebeu uma carta da embaixada chinesa em Varsóvia afirmando que Gedhun Choekyi Nyima e seus pais não querem a pacata vida deles perturbada por estranhos, e que o governo chinês "respeita a liberdade de escolha para seus cidadãos e espera que o povo polonês entenda isso também".
Em março de 2002, uma delegação do governo da Região Autônoma do Tibet (TAR) reuniu-se com uma delegação do Parlamento Europeu e novamente disse que Gedhun Choekyi Nyiama não queria ser perturbado. A delegação TAR recusou-se a responder perguntas sobre fotografias prometidas à delegação polonesa.
À luz de uma recusa a fornecer fotografias que positivamente identificam Gedhun Choekyi Nyima, ou de permitir acesso independente ao garoto e sua família, o povo tibetano pode apenas temer o pior. O Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) está assustado com a contínua detenção pelo povo chinês de um garoto de 13 anos. Nós mais uma vez apelamos ao PRC para que ele permita que uma figura independente visite Gedhun Choekyi Nyima e verifique sua saúde e condições de vida.
O contínuo desaparecimento do segundo mais alto lama da hierarquia contradiz completamente o que a China afirma de respeitar a liberdade religiosa no Tibet. Enquanto nós aplaudimos o interesse de países do mundo inteiro no que se refere ao Panchen Lamsa, o Centro Tibetano de Direitos Humanos e Democracia (TCHRD) não entende por que este ano nenhum país teve coragem de apresentar uma solução contra o registro da China de direitos humanos na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Sem condenação internacional, a China continuará a deter figuras religiosas importantes e negar liberdade religiosa no Tibet.
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